23 junho 2010

Praça de Touros

Apesar de ser totalmente contra touradas (ou qualquer outra actividade que ponha em causa a saúde dos animais) gosto muito da arquitectura da Praça de Touros, no Campo Pequeno... aqui está o registo da mesma...



22 junho 2010

Azeites aromatizados...

Como sabem as plantas aromáticas tem muitos usos, quer seja na cozinha, criação de medicamentos, mezinhas caseiras, perfumes e cosméticos, etc... Os seus usos culinários já dominamos bem, mas que tal um azeite com o suave aroma das ervas?



Azeite de Ervas

575ml de Azeite
2 bons punhados de folhas frescas de manjericão

Corte as folhas de manjericão aos bocados e deite-os numa tigela. Regue com o azeite, certificando-se que todas as folhas ficam submersas.
Mude para um recipiente com tampa hermética e deixe em infusão num local quente.
Agite uma vez por semana. As folhas têm que estar sempre mergulhadas no azeite para não ganharem bolor.
Ao fim de um mês, coe o azeite, com o auxilio de um filtro de café, e deite fora as folhas.
coloque uns pés frescos da respectiva planta dentro de um frasco de vidro esterilizado, tanto para identificar o seu conteúdo como para decorar.
Encha-o com o azeite de manjericão, feche hermeticamente e guarde ao abrigo da luz.
Por este método pode preparar azeites de uma variedade de ervas, à excepção do alho, que não se conserva bem em azeite.

Exemplo para outros Azeites:

Azeite de funcho. Tem um aroma anisado, delicioso com cavala grelhada ou febras na brasa.
Azeite de erva-cidreira. Tem um leve sabor a limão. É excelente para pincelar fatias de beringela antes de as grelhas.
Azeite de tomilho e folhas de manjerona. Sabe a uma mistura de ervas e especiarias. É ideal para regar o peixe que se vai assar ou grelhar.
Azeite de folhas de salsa e salva. É um clássico que combina bem com saladas, aves e peixe.
Azeite de hortelã e alecrim. Tem um gosto muito fresco, óptimo com carne, borrego assado ou tomate.
Azeite com folhas de manjerona. Obtém-se um azeite quente e aromático, bom para temperar saladas e regar fatias de tomate.

Podem também criar as vossas próprias "misturas". Eu já fiz um Azeite com manjericão e tomate-cereja (seco ao sol com sal grosso) e outro com malaguetas que também deixei secar... ficaram óptimos! =P

Fonte: O Poder das Ervas Aromáticas, de Jekka Mcvicar

18 junho 2010

A Suspeita...

Uma curta portuguesa já um pouco antiga mas que gosto muito, tive a revê-la hoje e decidi partilhar...

1ª parte

17 junho 2010

"Land Art"

Spiral Jetty by Robert Smithson


A Land Art é, provavelmente, uma das mais importantes formas de arte englobalizadora na paisagem. 
Em "sensu lato" não se trata de uma mera obra de arte numa paisagem, mas um element que estabelece um forte diálogo com a paisagem em que se insere.
Em "sensu stricto", a Land Art é um movimento artístico nascido nos anos 60 na costa Oeste dos Estados Unidos, estendendo-se à Europa, como protesto por parte dos artistas contra a artificialidade e comercialização da arte.

Novo visual...

Agora que temos novos visuais no Blogger eu decidi arriscar e alterar o antigo e enfadonho visual do meu blog para este novo e mais brilhante! 
Não foi uma tarefa facil, quer dizer, alterar até o foi porque agora é tudo muito mais simples mas o que não foi nada facil foi a decisão de o alterar.. então eu que detesto mudança! =P 
Mas pronto arrisquei (mas só depois de fazer uma copia de segurança do antigo look é claro!)e cá está o novo visual!

Já agora.. ainda se lembram do antigo look? hehe...

Cumps!

12 junho 2010

Hoje é dia de...

ah pois é... xD

10 junho 2010


Já não as posso ouvir.... -.-

09 junho 2010

Vertical Garden II

Olá a todos! Bem no primeiro post que fiz sobre Jardins Verticais falei-vos mais concretamente do modelo criado por Patrick Blanc, no entanto, jardim vertical não é só e apenas a criação daquela estrutura combinada com a utilização de plantas epífitas. Um jardim vertical pode ser algo bastante mais simples tal como 3  árvores empilhadas numa estrutura vertical ou até mesmo uma simples parede de uma casa abandonada coberta e invadida por heras ou até mesmo infestantes. por isso mesmo hoje decidi trazer-vos outros exemplos de Jardins Verticais. Espero que gostem =)

1. Puppy de Jeff Koons - Bilbao
Puppy, é um modelo tridimensional mais divertido de um tradicional parterre floral, apresentando uma cobertura sazonal de variadas herbáceas anuais e perenes. Mais sobre o artista Aqui.


2. Wild Tower de Edouard François e Patrick Blanc - Paris
 

Inicialmente uma estrutura em cimento que tinha como função a ventilação de um parque de estacionamento subterrâneo, foi transformada numa enorme chaminé verde. Aqui Edouard François e Blanc utilizaram varias espécies vegetais de trepadeiras, entre as quais, a mais predominante que julgo que quase todos vocês conhecem, a Ipomoea. Para mais informações sobre este projecto cliquem Aqui.



3. Dilston Grove de Heather Ackroyd e Dan Harvey - Londres
                  

E que tal relva? sim, relva a cobrir todas as paredes e tectos. Foi o que fizeram Heather Ackroyd e Dan Harvey, um pouco por todo o mundo, desde Londres, Riga e Houston. São apenas instalações temporárias e já o fazem desde 1990. Podem ver mais sobre este projecto Aqui e sobre os artistas e outros projectos deles Aqui.


4. Ex Ducati de Mario Cucinella - Rimini

 
A fachada do edifício Ex Ducati é coberta por plantas trepadeiras, sob autoria da empresa Mario Cucinella Architects. Entre as plantas escolhidas temos o Jasmim, wisteria e arbustos de roseiras. Segundo os aquitectos, a escolha dos materiais e criação da estrutura "expressa um desejo de criar um canto verde na cidade". Podem ver mais sobre o projecto Aqui.


5. Flower Tower de Edouard François - Paris
  

Grandes vasos com bambus estão incorporados na estrutura do edifício Flower Tower. Construído em 2004. Pessoalmente não o acho muito bonito no entanto gosto da ideia e do tipo de intervenção. Podem ver mais Aqui.


6. ACROS Building de Amilio Ambasz - Fukuoka
 

Os 100 mil metros quadrados no último andar do edifício ACROS são definitivamente únicos. O edifício de 18 andares tem 15 terraços que podem ser escalados até ao topo. Os terraços são destinados a promover um ambiente sereno e tranquilo no meio da cidade, com grande variedade de plantas verdes e até algumas cascatas e lagos de pequena dimensão para intensificar o efeito relaxante do extraordinário exterior do edifício. Mais detalhes sobre o projecto Aqui.


7. Z58  de Kengo Kuma - Shanghai


Localizado no Fanyu Road, uma rua calma, com vista para uma vila construída para a família Yatsen Sol em 1930 no lado oriental da cidade dinâmica de Xangai, o projectot ransforma e converte uma antiga fábrica de relógios em três níveis. Kuma mantém a estrutura original de cimento e cria três novas principais estruturas de divisão. O muro vegetal é uma sequência linear de caixas de aço com revestimento em espelho contendo pequenas plantas tais como a hera (hedera helix). Mais Aqui.

É claro que estes jardins verticais conseguem ser todos diferentes, no entanto todos iguais devido à única coisa em comum: a verticalidade. No entanto não é preciso um arquitecto, um arquitecto paisagista ou um botânico para projectar um jardim vertical. A própria Natureza encarrega-se disso, conseguido criar obras maravilhosas.

08 junho 2010

BLU

Aqui fica uma animação (e intervenção) do BLU, podem ver mais aqui

 

06 junho 2010

Vertical Garden


Trazer a Natureza para um ambiente urbano sempre foi um desafio. Uma das soluções mais admirável para este problema é o jardim vertical. Também conhecido por “parede verde”, mais do que uma decoração incomum anexada a uma parede, os jardins verticais são um meio interessante de trazer vida e verdura a um pátio sombrio, a uma rua cinzenta ou a um edifício frio e moderno.

Não contentes com projecções de jardins e cultivação de plantas em terreno horizontal, os criadores dos Jardins Verticais aplicando os princípios da hidroponia e com a criação e utilização de sistemas engenhosos encontraram solução para colonizar o exterior dos edifícios permitindo composições exuberantes de vida vegetal. Ofuscando a banda tradicional das menos versáteis trepadeiras, a extraordinária diversidade de espécies botânicas que prosperam com cultivo hidropónico permite a criação de uma variedade ilimitada de composições que vivem com diferentes texturas, padrões, efeitos cromáticos e aromas.

 O criador do conceito de Jardim Vertical foi Patrick Blanc. Nasceu a 3 de Junho de 1953. Botânico, trabalha no Centro Nacional de Pesquisa Cientifica (França), onde se especializou na flora de florestas subtropicais.

Os princípios que conduziram Patrick Blanc para a criação do seu mur végétal ou jardim vertical estão profundamente enraizados nos seus estudos sobre a vegetação nas florestas tropicais, estes revelaram uma enormidade na biodiversidade da mesma. A área entre o solo e o copado da floresta é ocupada principalmente por plantas epífitas (alimentam-se dos restos de folhas caídas e das aguas da chuva) e parasitas (que se agarram aos troncos e galhos das árvores alimentando-se da sua seiva).

Assim, Patrick Blanc percebeu que tendo os nutrientes necessários ao seu desenvolvimento, estas plantas (epífitas e parasitas) não precisavam de um substrato mas apenas um suporte de sustentação e de água e nutrientes.

O método que Blanc desenvolveu consiste na criação de uma estrutura metálica que é suspensa na parede. Funciona como isolante térmico e sonoro e suporte ao jardim. Em seguida, é fixado um painel em plástico (PVC) que tem como função transmitir rigidez e estabilidade a todo o conjunto. Colocam-se duas camadas de feltro que são afixadas ao PVC e funcionam de “substrato” às plantas. Distribuindo a agua e os nutrientes uniformemente e de forma automática. Funcionam através de um circuito fechado. São dispensadas por um distribuidor localizado no topo da parede e recolhidas (o excedente) numa calha na base do sistema. As plantas são colocadas no feltro, entre as duas camadas, sejam ainda sementes, rebentos ou já desenvolvidas. A densidade é de aproximadamente trinta plantas por metro quadrado.


Algumas das vantagens que se podem ter com a instalação de um Jardim Vertical:

• Promove processos para arrefecimento natural e reduz temp. ambiente;
• Captura de partículas poluentes (CO e CO2) existentes no ar e deposição atmosférica na folhagem das plantas;
• Cria interesse visual;
• Esconde/obscura características visuais desagradáveis;
• Aumenta valor das propriedades;
• Providencia elementos estruturais livres e interessantes, etc.
• Protege os acabamentos exteriores da radiação UV, dos elementos e flutuações de temperatura que desgastam os materiais.

Alguns exemplos de Jardins Verticais, existem imensos, mas eu apenas escolhi 3 para vos mostrar...


1º - Pershing Hall Hotel - Paris



O hotel foi restaurado pelo designer Andrée Putman que transformou um antigo edifício do século XIV num dos mais luxuosos Hotéis de Paris. Foi a primeira vez que se aplicou o sistema de Blanc a uma escala com esta grandiosidade, antes apenas tinha sido aplicado em pequenas porções. Com quase cem metros de altura, o muro verdejante prolonga-se através do edifício de seis andares. A combinação botânica escolhida por Patrick Blanc inclui uma abundância de combinações de plantas exóticas ao lado de plantas de jardim mais comuns. Espécies como Vinca sp., Cotoneaster sp., Ceanothus sp., gramíneas comuns e arbustos ornamentais, como hortênsias, hostas, buddleia, estevas, Fetos e fícus.



2º - Quai Branly Museum - Paris


Em Paris temos outro exemplo. São mil metros quadrados de exuberantes plantas que cobrem a frente de um edifício de 12m de altura. Parte do museu Quai Branly que foi projectado por Jean Nouvel, é coberto por mais um sucesso excepcional de Patrick Blanck. Este Jardim Vertical cobre a principal fachada do museu e consistia em organizar mais de quinze mil plantas. O catálogo das espécies escolhidas inclui cento e cinquenta espécies diferentes do Japão, China, Estados Unidos e Europa central.



3º - C. C. Dolce Vita Tejo - Amadora


Também em Portugal nos surge um exemplo de Jardim Vertical. Mais precisamente no Centro Comercial Dolce Vita Tejo, no concelho da Amadora. Também este criado e elaborado por Blanc há pouco mais de um ano, aquando a construção do centro. Conta com uma área de 900m2.

05 junho 2010

Stand by me...


No I won't be afraid, no I won't be afraid
Just as long as you stand, stand by me

 

04 junho 2010

O tempo é curto...

Pois é.. há muito tempo que não venho aqui... Mas vou tentar manter isto mais actualizado!
Vou-vos falar um pouco de uma das razões pelo qual tenho andado distante.

"A Trienal lançou um repto às escolas de arquitectura e de arquitectura paisagista para trabalharem, no âmbito do seu plano formativo, respostas para uma pergunta: como é possível a arquitectura contribuir para melhorar, em concreto, as condições de vida das pessoas deste bairro?
O bairro é a Cova da Moura, realidade complexa em termos sociais e culturais, oriundo de circunstâncias históricas peculiares e com um percurso atípico. A escolha da Cova da Moura para o desenvolvimento deste projecto deveu-se ao reconhecimento de que este bairro possui uma dinâmica associativa que proporciona para os envolvidos neste projecto uma importante interlocução.
Foi exactamente por aí que o projecto iniciou, por uma reunião com a Comissão de Bairro (federação das diversas associações que aí estão implantadas), no sentido de estabelecer uma parceria para o desenvolvimento deste estudo.
O segundo passo foi desenvolver, em colaboração com a Fundação EDP, o projecto de um seminário de enquadramento aberto aos alunos das escolas envolvidas no projecto.
A última fase será uma exposição que terá lugar no Museu da Electricidade."

Estou neste momento a participar na Trienal de Lisboa e o tema base é a Cova da Moura. Para quem não conhece a cova, poderá ter uma ideia errada do que realmente aquele espaço representa...
Quando estamos do lado de fora da Cova temos a ideia de estar a entrar num espaço de clausura, quase cercado por uma muralha, no entanto, quando entramos sentimos a abertura do bairro. A noção de dimensão e expressão céu-terra sente-se no espaço, principalmente devido à dimensão das construções.(contrária às construções em altura que rodeiam o bairro). Para além disso é um espaço em constante morfose, dado que o seu ritmo de construção é mais elevado e a mão-de-obra são os próprios habitantes do bairro.
Um espaço que recebe qualquer um de braços abertos, é um espaço onde as pessoas se conhecem, onde o meu vizinho é também meu amigo, e não só mais um habitante da porta ao lado. Vive-se numa comunidade própria daquele meio, sem qualquer tipo de problemas, ali vive-se como se fosse uma aldeia colada no seio de uma grande cidade. Onde as pessoas"vivem" realmente umas com as outras.

A experiência que tenho ganho com este projecto é óptima, mas, melhor que isso foram as pessoas que conheci. Apesar de cansativo estou a adorar cada momento que passo com os meus colegas de trabalho, agora amigos e espero que se mantenha por muito tempo!