08 julho 2010

Arborização Urbana



Actualmente todos nós temos conhecimento dos benefícios que nos trazem as árvores. Além de embelezarem o ambiente onde estão inseridas, também têm um papel fundamental reduzindo os níveis de diversos tipos de poluição principalmente no meio urbano. Estas absorvem gazes nocivos contidos na atmosfera, tais como o monóxido de carbono e o dióxido carbono, e libertam oxigénio. As suas copas funcionam como uma barreira contra o ruído ou condições climatéricas como o vento, sol ou chuva. Quando o meio urbano se encontra arborizado, torna-se automaticamente num espaço mais saudável, aprazível e atraente. 
No entanto as árvores são deixadas para segundo plano com a desculpa de que as raízes irão destruir as calçadas, calhas, muros, encanamentos, instalações eléctricas, etc. Muitas vezes estes problemas devem-se ao mau planeamento urbano e a escolha inadequada de algumas espécies, assim como locais impróprios. 

Para que esse planeamento seja bem feito é preciso responder a questões fundamentais como: 

  • O que plantar? (qual espécie, variedade, porte) 
  • Como plantar? (quais os procedimentos adequados) 
  • Qual o manuseamento envolvido? (qual a manutenção que a espécie exige, como podas, adubações, desinfecções, etc.) 
  • Onde? (em calçadas, parques, praças, residências, escolas, etc.) 
  • Quando? (em que fase da urbanização, em que idade da muda).

Tipuana tipu

A escolha das espécies vegetais, neste caso das árvores, também deve ter em conta os seguintes critérios: 

  • Dar preferência a espécies nativas: estas oferecem melhor equilíbrio ecológico e abrigo à fauna. Em geral são bem adaptadas ao clima e às condições da região e terão crescimento vigoroso.
  • Resistência a doenças, pragas e poluição: É dispendioso e inadequado o plantio de árvores que necessitem pulverizações periódicas com defensivos.
  • Comportamento de raízes e porte. Embora estejam relacionados, nem sempre as árvores de pequeno porte têm raízes adequadas. Raízes agressivas que levantam o pavimento depois de um tempo e árvores de grande porte devem ser evitadas em calçadas, sob instalações eléctricas e próximo de construções, mas podem ser usadas no entanto e muito bem em espaços públicos amplos, como parques e jardins.
  • Dar preferência a espécies de árvores rústicas, de rápido crescimento ou mudas já bem desenvolvidas, pois nas ruas estas estão sujeitas a vandalismos e predações.
  • Evitar árvores frutíferas, principalmente as exóticas e as de frutos grandes, que podem provocar acidentes na queda e sujar as vias urbanas.
  • Evitar árvores exóticas de potencial invasivo, com facilidade de propagação por sementes (como é o caso do género Acacia, que tem feito grandes estragos em Portugal).
  • Dar preferência a árvores de madeira resistente, evitando assim queda de galhos e troncos durante temporais ou na ocorrência de apodrecimentos.
  • Árvores perenes são preferíveis em cidades de clima quente, já árvores caducas no inverno são interessantes em cidades de clima frio, pois permitem a passagem da luz solar.
  • A copa das árvores escolhidas deve ser adequada ao local do plantio, em formato e tamanho evitando-se assim que esconda a sinalização, danifique automóveis, edifícios e pessoas, interfira nas instalações de cabos eléctricos e de telefone.
  • Evitar árvores de folhas e frutos tóxicos, principalmente em praças, parques infantis ou passeios onde circulem crianças.

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