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09 janeiro 2013

Mata Ribeirinha ou Galeria Ripícola

Galeria Ripícola (Def.): Formação linear de espécies lenhosas arbóreas e arbustivas associadas às margens de um curso de água, constituindo um corredor de copas mais ou menos fechado sobre o curso de água.
Fotografia: Miguel Barbosa

Já todos reparámos que a abundância de água permite o desenvolvimento de grandes árvores nas margens dos cursos de água. Por vezes estas formam uma verdadeira cortina ao longo das mesmas e são referidas como Mata Ribeirinha ou Galeria Ripícola.

Maioritariamente constituídas por vegetação arbórea e arbustiva, estas, para além de serem plantas bastante evapotranspirantes, têm também um papel fundamental na estabilização das margens dos cursos de agua, uma vez que as seguram através de acção mecânica das raízes e assim evitam e/ou diminuem os efeitos causados pela erosão da agua nas margens dos rios.

Em Portugal é possível distinguir:

  • LECOQ, N., 2012. Vegetação no Espaço Urbano. ISA
  • CALDEIRA CABRAL, F.; RIBEIRO TELLES, G., 2005. A Árvore em Portugal. Assírio & Alvim, Lisboa

22 outubro 2012

A evolução silenciosa de Jason deCaires Taylor

Debaixo das águas cristalinas de Cancun, no México, centenas de esculturas de seres humanos atraem nova vida marinha ao fundo do oceano caribenho. É um trabalho conjunto de arte e conservação ambiental, em que as magníficas esculturas da instalação “A Silent Evolution", de Jason deCaires Taylor, se transformam em recifes artificiais para milhares de espécies marinhas.



São 400 esculturas, numa área de 420m2: homens, mulheres e crianças – seres humanos com impressionantes e belíssimas feições faciais. Taylor criou o que ele chama de um museu de arte submarino. www.underwatersculpture.com O projeto é uma iniciativa conjunta entre o artista, o Parque Nacional Marinho e a Associação Náutica de Cancun.

Mas qual o principal objectivo do escultor? As esculturas estão a transformar-se em recifes artificiais no fundo do mar. O Parque Nacional Marinho de Cancun, Isla Mujeres e Punta Nizuc, por exemplo, já estava em processo de degradação devido ao enorme fluxo de turistas – aproximadamente 750 mil por ano. Essa é a região mais visitada por turistas no México. Com a nova área de mergulho, ao redor da instalação A Evolução Silenciosa, o parque nacional caribenho poderá ser poupado e com o tempo, regenerar a vida marinha, já bastante fragilizada. O cimento utilizado nas esculturas é o ideal para o crescimento de coral. 





Apenas 10% a 15% do solo submarino têm sedimentos sólidos que permitem a formação de recifes naturalmente. Para estimular o crescimento e aumento dos recifes, têm sido criadas áreas artificiais com materiais duráveis e seguros ambientalmente. Esses projectos têm se revelado bastante eficientes, o que ajuda a equilibrar o ecossistema marinho e a minimizar a pressão e a destruição dos recifes naturais. Alguns pesquisadores prevêem que até 2050, cerca de 80% dos recifes naturais do planeta irão desaparecer.


Fonte: Planeta Sustentável

18 julho 2011

Água em Pequenos Jardins ou Terraços

"A água tem um encanto mágico, atraindo a luz, o som e o movimento a um jardim pequeno. A água parada reflecte cores e formas, enquanto as cascatas e as fontes dançam com o brilho da luz do Sol. A água também atrai uma variedade de vida animal, oferecendo às rãs, aos sapos e aos tritões um lugar para viverem, e aos pássaros um local para se banharem. Os peixes adicionam cor e movimento, enquanto as libelinhas e outros insectos irão executar bailados aéreos à superfície."



Mesmo para quem tem um pequeno jardim ou apenas um terraço ou varanda, pode desfrutar do elemento água, assim como das diversas espécies de plantas aquáticas e semi-aquáticas.

Antes de construir qualquer instalação com água, é preciso ter em consideração o tamanho e custo para nos certificar-mos que é correcta para o nosso jardim e para o nosso orçamento. Mesmo os jardins mais pequenos poderão acolher grandes formas como um riacho ou uma cascata, apesar de que um lago com proporções mais limitas adequar-se-ia melhor a um local mais pequeno ou a parte de um esquema maior.

Criando diferentes ambientes tais como Natural, Formal, Modernista, Contemporâneo ou até Rústico,  o elemento água pode surgir do jardim de diversas formas: Cascatas naturais, praia de seixos, lagos plantados, caminhos de pedras, refúgios de vida selvagem, lagos elevados, pátios, fontes, muros de água, espelhos de agua ou superfícies reflexas, tanque rústico, globos de pedra, bicas contemporâneas, a típica cabeça de leão (fonte), louças recicladas (ex. banheira), madeiras recicladas, fontes auto-suficientes, canais, entre outros. 
Em seguida são apresentados alguns dos exemplos referidos.








TIPOS DE VEGETAÇÃO AQUÁTICA

VASCULARES RADICULARES
Esta subclasse inclui habitats com a vegetação dominada por espécies vasculares enraizadas no substrato. Nos sistemas Fluvial, Lacustre e Palustre as plantas vasculares radiculares ocorrem em diversas profundidades em águas paradas ou movimentadas. Por exemplo: Iris pseudacorus; Calla palustris; Equisetum sp.; Typha angustifolia.

FOLHAS FLUTUANTES
Esta subclasse inclui habitats com a vegetação dominada por espécies vasculares submersas em que as folhas se encontram, total ou parcialmente, à superfície. Por exemplo: Nymphaea sp.; Nuphar lutea; Nymphoides peltata; Aponogeton distachyos.

VASCULARES FLUTUANTES
Inclui habitats com a vegetação dominada por espécies que flutuam livremente na água ou à sua superfície. A cobertura desta vegetação é superior a 30%. As populações destas plantas podem ser movimentadas pela acção do vento ou das correntes. (Estas plantas têm, por norma, características invasoras no nosso País). Por exemplo: Eicchornia crassipes; Pistia stratiotes; Lemna sp.

LISTA DE PLANTAS AQUÁTICAS AQUI


Para quem estiver interessado em construir um lago num barril rústico, num recipiente, um canteiro aquático elevado, um lago florido ou até mesmo uma pequena cascata recomendo este livro:


No final trás uma lista de espécies de plantas aquáticas e semi-aquáticas, assim como também auxilia na manutenção de espaços aquáticos.