Mostrar mensagens com a etiqueta Arquitectura Paisagista. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Arquitectura Paisagista. Mostrar todas as mensagens

19 abril 2013

Prémio Jellicoe para Gonçalo Ribeiro Telles

Ribeiro Telles foi distinguido com o mais importante prémio dedicado à Arquitectura Paisagista, atribuído em Auckland na quarta-feira, dia 10 de Abril. O prémio distingue profissionais com "um impacto incomparável" na profissão.




O arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles foi esta quarta-feira distinguido com o Nobel da Arquitectura Paisagista, o Prémio Sir Geoffrey Jellicoe, pela federação internacional do sector.

O prémio, segundo a Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas (APAP), "representa a maior honra que a Federação Internacional dos Arquitectos Paisagistas (IFLA) pode conceder e reconhece um arquitecto paisagista, cuja obra e contribuições ao longo da vida tenham tido um impacto incomparável e duradoiro no bem-estar da sociedade e do ambiente e na promoção da profissão de Arquitectura Paisagista".

Gonçalo Ribeiro Telles estava, “evidentemente”, muito satisfeito como prémio e disse ao PÚBLICO que espera que chame a atenção para muitos dos problemas que o levaram a receber o prémio: "Problemas que têm preenchido a minha vida e que eram entendidos como utopias.” Depois, ri-se, e diz que o prémio é uma “couraça”, uma defesa que lhe vai permitir continuar a dizer o mesmo, agora com reconhecimento internacional.

Da sua vida profissional, o arquitecto paisagista destaca o estabelecimento em 1983 das reservas agrícola e ecológica nacionais, “figuras de planeamento que deviam estar incluídas com mais sapiência no ordenamento do território” e “a defesa de uma agricultura em função do território e da instalação das pessoas”.

Ribeiro Telles diz que temos “uma paisagem policultural de grande valor e expressão”, mediterrânica, que sofreu “anos e anos de uniformização como se não houvesse uma história”. “Houve uma ocupação do território abusiva e uma degradação do solo para benefício da especulação urbana e das culturas extensivas”. Ribeiro Telles denunciou, e continua a denunciar com a mesma energia, “a eucaliptização do país” e quando falamos de floresta ou de política para a floresta, uma palavra que não é nossa, prefere falar de “mata”, de “silvicultura”, “agricultura”, “regadio”, “montado”, “souto”. “Tudo isso é apagado por uma visão economicista”.

"Ribeiro Telles é um clássico"
"É um momento muito importante para Portugal. O grande reconhecimento que é devido a este homem, único, vem de fora, dos seus pares internacionais", diz a arquitecta paisagista Aurora Carapinha ao PÚBLICO, que organizou a homenagem a Ribeiro Telles que teve lugar na Fundação Gulbenkian em 2011. "É um homem único não só pela forma como exerceu a profissão, mas também pela sua dimensão humanista, pela partilha do conhecimento."

Aurora Carapinha explica que Ribeiro Telles "é o grande mentor ideológico de toda uma política de paisagem", que se desenvolveu em Portugal mesmo antes de outros países e que ela recua até aos anos 1960. Essa forma singular de olhar a paisagem procura "uma relação íntima entre a cultura e a natureza". Carapinha sublinha também "a introdução da ecologia, não de uma maneira fundamentalista, mas como um dos primeiros elementos base do trabalho". Conceitos como "biodiversidade", "multifuncionalidade", "equilíbrio", "dinâmica" e "a noção de recurso finito" começaram a ser desenvolvidos muito cedo por Ribeiro Telles na sua prática profissional.

O filósofo e ambientalista Viriato Soromenho Marques lembra-se de ver Gonçalo Ribeiro Telles na televisão em 1967, a falar sobre as cheias em Loures que mataram 500 pessoas. O impacto das palavras do arquitecto paisagista foi grande, porque Ribeiro Telles foi directo: na origem daquelas mortes estava a construção em cima de um leito de cheias. “Era pouco habitual ouvir alguém fazer críticas na televisão naquela altura.” Hoje, sabendo da distinção atribuída pela IFLA, não hesita em dizer que “o que é duradouro não é o moderno, é o clássico - e Ribeiro Telles é um clássico”.

E um clássico de Gonçalo Ribeiro Telles é o seu discurso de defesa do território, seja na sua acção política seja na sua prática arquitectónica. Há, por um lado, o Jardim da Fundação Gulbenkian, “um capital activo” de que tanta gente diariamente usufrui, comenta Soromenho Marques, professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Mas há também a história, a história política e social que lhe dá hoje razão. Ribeiro Telles “continua a trabalhar com muita intensidade cívica a situação dramática que o país está a viver, sendo que o grande legado e a grande mensagem histórica de Ribeiro Telles para Portugal é de que a soberania de um país depende da sua capacidade de tratar o território com cuidado suficiente para que o possa suportar”.

Soromenho Marques tanto refere obras arquitectónicas de Ribeiro Telles quanto posições políticas do agora premiado quanto, por exemplo, à transformação das florestas em espaços de monocultura para fins industriais, ou na sua defesa do uso da tecnologia para manter as pessoas junto à terra.

No fundo, diz o professor, antes e depois de ter ocupado cargos políticos, Ribeiro Telles “defendeu sempre que o destino de Portugal em busca de um novo enquadramento estratégico na Europa dependia da nossa ligação ao território”. E hoje “estamos presos pelo estômago. Imagine-se a nossa capacidade negocial com a Alemanha se tivéssemos a capacidade de sustentar o país. O problema central [da crise actual] é a insustentabilidade de recursos”, remata Viriato Soromenho Marques.


A entrega do prémio aconteceu esta quarta-feira durante uma sessão do congresso, ao arquitecto paisagista Miguel Braula Reis, presidente da APAP, que o recebeu em representação de Gonçalo Ribeiro Telles, de 90 anos. Braula Reis leu um texto escrito pelo premiado, ao mesmo tempo que foi exibido um vídeo, gravado nos Jardins da Gulbenkian, com uma mensagem de agradecimento de Ribeiro Telles.


Nesse texto de aceitação do prémio, Ribeiro Telles recua à sua memória das viagens anuais de Lisboa a Coruche, todos os natais, como uma experiência que “omnipresente” na sua carreira porque “ficava sempre espantado quando encontrava um mundo diferente daquela avenida axial e movimentada no centro da cidade”, a Avenida da Liberdade, onde estudava e brincava. O “apelo da quase ruralidade”, “o mistério do montado” fazem parte da paisagem a partir da qual aprendeu, escreve.

No mesmo texto, o arquitecto volta aos temas que lhe são próximos: a ligação da tecnologia e urbanismo, a ideia de “paisagem global” que cunhou em 1990, à “modernidade como junção tanto de rural quanto de urbano”. E presta tributo a Francisco Caldeira Cabral, o pioneiro da arquitectura paisagística em Portugal, para falar da missão destes profissionais na humanização da natureza e como, no fundo, “um fabricante de paisagem”.

"O espaço carregado de memórias"
Para o arquitecto paisagista João Gomes da Silva, este é um reconhecimento muito importante por se tratar de um prémio “que distingue a carreira [de Ribeiro Telles] num contexto mundial. Ribeiro Telles é uma figura única, é merecedor deste prémio”, diz ao PÚBLICO o arquitecto, responsável pela requalificação da Ribeira das Naus, em Lisboa, acrescentando que Ribeiro Telles representa o “desenvolvimento que as sociedades europeias escolheram no pós-guerra”. João Gomes da Silva destaca ainda que foi Ribeiro Telles quem “estabeleceu a disciplina da arquitectura paisagista em Portugal”. “Além disso tem uma dimensão política notável”, sublinha o arquitecto.

“Preocupou-se sempre com as questões do ordenamento do território e soube mostrar aos cidadãos como é importante olhar para o espaço onde habitamos”, continua João Gomes da Silva, contando que mantém uma relação especial com Ribeiro Telles, com quem já trabalhou. “Há qualquer coisa dele que passou para mim”, diz, falando de uma capacidade de procurar entender o espaço que habitamos, “o espaço carregado de memórias”. “Ele tem de facto uma sensibilidade em relação à memória”, garante, lembrando a obra da Capela de São Jerónimo, em Belém. “É um projecto seu menos conhecido mas que é notável pelo seu resultado espacial e sentimental. Faz um eixo espacial com a Torre de Belém. É um eixo simbólico entre a capela, que era onde os navegadores rezavam antes de partirem, e a Torre de Belém, às portas do rio.”

João Gomes da Silva não esquece também o projecto dos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, “uma obra ao nível da linguagem emergente daquela altura lá fora”.

São da autoria de Ribeiro Telles, entre outros projectos, o Corredor Verde de Monsanto e a integração da zona ribeirinha oriental e ocidental, na Estrutura Verde Principal de Lisboa. Gonçalo Ribeiro Telles também é autor dos jardins da sede da Fundação Calouste Gulbenkian, que assinou com António Viana Barreto (Prémio Valmor de 1975), e dos projectos do Vale de Alcântara e da Radial de Benfica, do Vale de Chelas, e do Parque Periférico, entre outros.

O Prémio IFLA Sir Geoffrey Jellicoe foi criado em 2004, e o primeiro galardoado, no ano seguinte, foi o arquitecto Peter Walker, dos Estados Unidos, seguindo-se, em 2009, Bernard Lassus, de França. Em 2011 foi distinguida Cornelia Hahn Oberlander, do Canadá, e, em 2012, Mihaly Mocsenyi, da Hungria.

Este galardão, considerado o “Nobel” da arquitectura paisagista, que tem paralelo no Prémio Pritzker de arquitectura, comemora a contribuição extraordinária para a IFLA do arquitecto paisagista britânico Sir Geoffrey Jellicoe (1900-1996), fundador daquela federação internacional.

O júri do prémio inclui arquitectos paisagistas das quatro regiões da IFLA, “que representam o âmbito académico, a prática pública e privada, e possuem um profundo conhecimento da profissão, dos seus profissionais-chave e da prática internacional”.

Nascido em Lisboa a 25 de Maio de 1922, Gonçalo Pereira Ribeiro Telles licenciou-se em Engenharia Agrónoma e formou-se em Arquitectura Paisagista, no Instituto Superior de Agronomia, na capital portuguesa, onde iniciou a vida profissional como assistente e discípulo de Francisco Caldeira Cabral, pioneiro da disciplina em Portugal, no século XX.

28 dezembro 2012

Requalificação da Ribeira das Naus, Lisboa


"O espaço da Ribeira das Naus é um espaço mítico na identidade nacional e local. Em parte produzido pelo imaginário colectivo, em parte pela cultura oficial. O mito está ligado à fábrica naval que operou neste lugar, e que terá produzido ao longo de séculos, embarcações de diversos tipos. O mito articula a certeza da produção das Naus, com a possibilidade de estas terem sido protagonistas do movimento de descoberta de rotas universais, e de um primeiro fenómeno de globalização impulsionado por Portugal."


É a partir da tensão entre os diversos elementos presentes no espaço da Ribeira das Naus (conjunto edificado, doca seca) com os diversos estratos geometricamente negativos em relação à cota de superfície actual (doca do Arsenal, paredões de varadouro) que se configura o desenho proposto. 



A revelação e a integração destes elementos fósseis, parcialmente enterrados e potencialmente determinantes do carácter do espaço, constituem o processo de recriação da Ribeira das Naus. A arquitectura deste espaço da Paisagem da Margem de Lisboa consiste então na contraposição de elementos fosseis com elementos contemporâneos, com o duplo sentido de revelação dos diversos tempos do mesmo lugar (cultura do espaço da cidade) e de acção na utilização do espaço público (circulação, permanência, contemplação, infra-estrutura).



Ficha Técnica:
Localização

Lisboa, Portugal
Área
52.000 m2
Cliente
Frente Tejo
Concurso 1º Prémio, com João Gomes da Silva
Coordenadores de projecto
João Ferreira Nunes
Carlos Ribas
Arquitectura
Miguel Chalbert
Consultores
Consulmar
Centro de História de Além Mar


Fonte: PROAP

25 dezembro 2012

Residência Bridle Road Cidade do Cabo, África do Sul

Fotografia: Scott Frances

Na base da Table Mountain na Cidade do Cabo, surge um dos jardins privados premiados este ano pela ASLA (American Society of Landscapes Architects), do atelier de arquitectura paisagista e interiores  Rees Roberts and Partners.



A integração do jardim na paisagem usando maioritariamente vegetação nativa, demonstra também a biodiversidade natural da região. Um jardim onde ecologia, sustentabilidade e design se juntam para criar espaços interessantes e de uma beleza única.



Foi destacado pela a ASLA pela sua contextualização ecológica. Com cerca de 1750 m² tem como ponto focal a piscina natural. Com processos de filtragem completamente naturais e ecológicos , a água é depois  bombeada para um lago, passa pelo interior da casa e novamente para o exterior numa série de cascatas, em simultâneo oxigenando a água que antes de chegar novamente à piscina passa  por uma zona de regeneração onde a plantas fazem naturalmente uma última filtragem.




Especialistas também em interiores, Rees Roberts and Partners, tornaram a casa e um jardim num único espaço trabalhando estas duas zonas ao mesmo tempo e utilizando o mesmo  conceito, unificando todo o projecto.



Ficha Técnica:
Designer
Rees Roberts + Partners LLC
David Kelly, ASLA, Partner
Arquitecto
Antonio Zaninovic
Interiores
Rees Roberts + Partners LLC
Lucien Rees Roberts
Consultores horticulas e paisagistas
Beyer Honig Landscapes
Bruce Beyer and Marijke Honig
Instalação da Piscina Natural
aQua-design
Jerome Davis
Construtor
Paul Wolpert
Selecção do Mobiliário Exterior
Rees Roberts + Partners LLC


 

06 janeiro 2011

Escola Primária na Dinamarca

O estúdio Bjarke Ingels Group apresentou o seu mais recente projecto, uma escola primária a ser construída na cidade de Asminderod, na Dinamarca. 



Uma encosta ondulada intocada serve como pano de fundo para as futuras instalações da instituição de ensino, tanto das suas salas de aula, como dos espaços dedicados às actividades ao ar livre.


Além de permitir a entrada de luz natural em todos os ambientes, a solução preserva as características do terreno e cumpre com a missão da escola - educar com respeito à natureza.


O arquitecto líder do BIG, o dinamarquês Bjarke Ingels venceu o European Prize for Architecture de 2010, prêmio concedido anualmente pelo European Centre for Architecture Art Design and Urban Studies e pelo The Chicago Athenaeum: Museum of Architecture and Design.

Com apenas 38 anos de idade, Ingels é considerado o principal representante de uma nova geração de arquitectos europeus por realizar projetos que conciliam sustentabilidade e formas surpreendentes. 

O projecto mais celebrado do BIG é um conjunto de 800 apartamentos chamado Mountain Dwellings, concluído no ano de 2008 em Copenhague, cuja solução de teto-verde é copiada em todo mundo.


29 novembro 2010

Trienal de Arquitectura 2010 [Falemos de Casas]

Projecto dos Alunos do ISA - Menção Honrosa

É com grande contentamento que felicito os meus colegas de turma e curso pelo lugar alcançado no concurso Trienal de Arquitectura de Lisboa: Falemos de Casas. Este consistia na realização de um projecto para o conhecido bairro da Cova da Moura.

Dos 77 trabalhos levados a concurso, contavam-se 9 projectos desenvolvidos pelas Escolas de Arquitectura Paisagista Nacionais, nomeadamente a Universidade do Algarve a Universidade do Porto e a Universidade Técnica de Lisboa ( ISA), os quais envolveram na sua totalidade 65 alunos e 8 docentes .

Em meados do mês de Julho foi divulgada uma shortlist resultante de uma primeira selecção de 30 trabalhos, a qual incluía 5 projectos de Escolas de Arquitectura Paisagista (Porto, Algarve e Lisboa).

O júri no relatório do concurso refere que os 30 projectos seleccionados destacaram-se porque "apresentavam estratégias claras, quer de interligação territorial, quer de reinvenção do espaço público “ .... “ Sobressaíram trabalhos que, colocando em evidência os valores encontrados no território, propunham estratégias de actuação exequíveis “.... “Trabalhos que ultrapassaram a mera dimensão arquitectónica e que apresentavam soluções que podem ser impulsionadores de regeneração do território e do edificado, nunca esquecendo as especificidades culturais e as intrincadas teias sociais já estabelecidas".

Em sessão solene que ocorreu no dia da inauguração foram divulgados os trabalhos premiados (1º lugar e três menções honrosas), tendo sido anunciado que o Projecto desenvolvido pelo grupo de alunos do ISA/UTL foi distinguido com uma Menção Honrosa.


Fico particularmente satisfeito pois conseguiram elevar o nome da Arquitectura Paisagista (e do ISA) num concurso praticamente direccionado para a Arquitectura. Assim sendo, os meus Parabéns à equipa vencedora, mas especialmente aos meus caros colegas: Catarina Doria, Hugo Guiomar, Marta Mendonça, Nuno Faia, José Silva e Rita Lopes, sob coordenação da Prof. Teresa Alfaiate e Arq. Paisagista Catarina Raposo.


A exposição, patente no Museu da Electricidade irá estar aberta ao público até ao próximo dia 16 de Janeiro de 2011

http://www.trienaldelisboa.com/pt

28 novembro 2010

27 novembro 2010

Parco Pubblico CityLife

INTERNATIONAL PLANNING COMPETITION FOR A PRIVATE PROJECT PARK OF CITYLIFE




The international competition for the design of the CityLife public park concluded on 27 October with the proclamation of the winning project, announced in the presence of the mayor of the city, Letizia Moratti, at the Urban Center.

The competition was won by the project submitted by the landscape design studio Gustafson Porter (United Kingdom) together with !Melk, One Works and Ove Arup, entitled A park between the mountains and the plain.

Proap (Portugal) came second with the project entitled The best of both worlds, and Atelier Girot (Switzerland), came third with the project Radura. The other design groups participating in the competition were: Agence TER (France); Erika Skabar (Italy); Latitude nord (France); Latz + Partner (Germany) and Rainer Schmidt Landschaftsarchitekten (Germany).

All eight design projects are on display at the Urban Center from 28 October to 30 November, as part of the exhibition Verde a Milano. Concorso internazionale per la progettazione del Parco pubblico di CityLife (Green space in Milan. The international competition for the design of the CityLife public park). The winners will be asked to present the definitive project by 31 December 2010.

The CityLife Park covers an area of about 170,000 square metres and is the third biggest park in central Milan (with an area comparable to 30 football fields). The Park, which is a full integrated part of the requalification of the area, will be completed in different stages. The first - in which the Hadid and Libeskind Residences are located and which overlooks Piazzale Giulio Cesare - will be completed by 2012. All work on the park will be completed by 2015.

The guidelines for the competition, which were jointly drawn up by the local authority and CityLife, foresee the creation of a prestigious public space for the city that is fully integrated with the urban context and responsive to the latest standards of environmental sustainability. The landscaping of this new green area is expected to create an ecologically sustainable park that, specifically: ensures the protection of biodiversity through the use of local trees and plants rather than invasive and exotic varieties; contributes to reducing atmospheric pollution and stimulates the absorption of CO2 and water saving; as well as making use, as far as possible, of plant and systems that use renewable energy. But it must also be a symbolic and representative park, located in an historic area of the city that is undergoing a huge transformation, starting with the CityLife area itself. And, finally, it must be a connecting park that brings together all of the functions within it (residential, professional, cultural and leisure) and the different levels elevation of the project, in a manner that is structurally consistent with Milan’s greater system of green spaces. In particular the park should connect certain functions of excellence that are foreseen for the CityLife area: from the Palazzo delle Scintille in Piazza VI Febbraio, to the Museum of Contemporary Art and the Centro Congressi of Fiera Milano in the north-west of the area.

26 novembro 2010

"Add to Cart"

Star Landscape Architecture

Francesc Zamora Mola|Julio Fajardo


The Art of Landscape Architecture

Booqs

17 junho 2010

"Land Art"

Spiral Jetty by Robert Smithson


A Land Art é, provavelmente, uma das mais importantes formas de arte englobalizadora na paisagem. 
Em "sensu lato" não se trata de uma mera obra de arte numa paisagem, mas um element que estabelece um forte diálogo com a paisagem em que se insere.
Em "sensu stricto", a Land Art é um movimento artístico nascido nos anos 60 na costa Oeste dos Estados Unidos, estendendo-se à Europa, como protesto por parte dos artistas contra a artificialidade e comercialização da arte.

09 junho 2010

Vertical Garden II

Olá a todos! Bem no primeiro post que fiz sobre Jardins Verticais falei-vos mais concretamente do modelo criado por Patrick Blanc, no entanto, jardim vertical não é só e apenas a criação daquela estrutura combinada com a utilização de plantas epífitas. Um jardim vertical pode ser algo bastante mais simples tal como 3  árvores empilhadas numa estrutura vertical ou até mesmo uma simples parede de uma casa abandonada coberta e invadida por heras ou até mesmo infestantes. por isso mesmo hoje decidi trazer-vos outros exemplos de Jardins Verticais. Espero que gostem =)

1. Puppy de Jeff Koons - Bilbao
Puppy, é um modelo tridimensional mais divertido de um tradicional parterre floral, apresentando uma cobertura sazonal de variadas herbáceas anuais e perenes. Mais sobre o artista Aqui.


2. Wild Tower de Edouard François e Patrick Blanc - Paris
 

Inicialmente uma estrutura em cimento que tinha como função a ventilação de um parque de estacionamento subterrâneo, foi transformada numa enorme chaminé verde. Aqui Edouard François e Blanc utilizaram varias espécies vegetais de trepadeiras, entre as quais, a mais predominante que julgo que quase todos vocês conhecem, a Ipomoea. Para mais informações sobre este projecto cliquem Aqui.



3. Dilston Grove de Heather Ackroyd e Dan Harvey - Londres
                  

E que tal relva? sim, relva a cobrir todas as paredes e tectos. Foi o que fizeram Heather Ackroyd e Dan Harvey, um pouco por todo o mundo, desde Londres, Riga e Houston. São apenas instalações temporárias e já o fazem desde 1990. Podem ver mais sobre este projecto Aqui e sobre os artistas e outros projectos deles Aqui.


4. Ex Ducati de Mario Cucinella - Rimini

 
A fachada do edifício Ex Ducati é coberta por plantas trepadeiras, sob autoria da empresa Mario Cucinella Architects. Entre as plantas escolhidas temos o Jasmim, wisteria e arbustos de roseiras. Segundo os aquitectos, a escolha dos materiais e criação da estrutura "expressa um desejo de criar um canto verde na cidade". Podem ver mais sobre o projecto Aqui.


5. Flower Tower de Edouard François - Paris
  

Grandes vasos com bambus estão incorporados na estrutura do edifício Flower Tower. Construído em 2004. Pessoalmente não o acho muito bonito no entanto gosto da ideia e do tipo de intervenção. Podem ver mais Aqui.


6. ACROS Building de Amilio Ambasz - Fukuoka
 

Os 100 mil metros quadrados no último andar do edifício ACROS são definitivamente únicos. O edifício de 18 andares tem 15 terraços que podem ser escalados até ao topo. Os terraços são destinados a promover um ambiente sereno e tranquilo no meio da cidade, com grande variedade de plantas verdes e até algumas cascatas e lagos de pequena dimensão para intensificar o efeito relaxante do extraordinário exterior do edifício. Mais detalhes sobre o projecto Aqui.


7. Z58  de Kengo Kuma - Shanghai


Localizado no Fanyu Road, uma rua calma, com vista para uma vila construída para a família Yatsen Sol em 1930 no lado oriental da cidade dinâmica de Xangai, o projectot ransforma e converte uma antiga fábrica de relógios em três níveis. Kuma mantém a estrutura original de cimento e cria três novas principais estruturas de divisão. O muro vegetal é uma sequência linear de caixas de aço com revestimento em espelho contendo pequenas plantas tais como a hera (hedera helix). Mais Aqui.

É claro que estes jardins verticais conseguem ser todos diferentes, no entanto todos iguais devido à única coisa em comum: a verticalidade. No entanto não é preciso um arquitecto, um arquitecto paisagista ou um botânico para projectar um jardim vertical. A própria Natureza encarrega-se disso, conseguido criar obras maravilhosas.

06 junho 2010

Vertical Garden


Trazer a Natureza para um ambiente urbano sempre foi um desafio. Uma das soluções mais admirável para este problema é o jardim vertical. Também conhecido por “parede verde”, mais do que uma decoração incomum anexada a uma parede, os jardins verticais são um meio interessante de trazer vida e verdura a um pátio sombrio, a uma rua cinzenta ou a um edifício frio e moderno.

Não contentes com projecções de jardins e cultivação de plantas em terreno horizontal, os criadores dos Jardins Verticais aplicando os princípios da hidroponia e com a criação e utilização de sistemas engenhosos encontraram solução para colonizar o exterior dos edifícios permitindo composições exuberantes de vida vegetal. Ofuscando a banda tradicional das menos versáteis trepadeiras, a extraordinária diversidade de espécies botânicas que prosperam com cultivo hidropónico permite a criação de uma variedade ilimitada de composições que vivem com diferentes texturas, padrões, efeitos cromáticos e aromas.

 O criador do conceito de Jardim Vertical foi Patrick Blanc. Nasceu a 3 de Junho de 1953. Botânico, trabalha no Centro Nacional de Pesquisa Cientifica (França), onde se especializou na flora de florestas subtropicais.

Os princípios que conduziram Patrick Blanc para a criação do seu mur végétal ou jardim vertical estão profundamente enraizados nos seus estudos sobre a vegetação nas florestas tropicais, estes revelaram uma enormidade na biodiversidade da mesma. A área entre o solo e o copado da floresta é ocupada principalmente por plantas epífitas (alimentam-se dos restos de folhas caídas e das aguas da chuva) e parasitas (que se agarram aos troncos e galhos das árvores alimentando-se da sua seiva).

Assim, Patrick Blanc percebeu que tendo os nutrientes necessários ao seu desenvolvimento, estas plantas (epífitas e parasitas) não precisavam de um substrato mas apenas um suporte de sustentação e de água e nutrientes.

O método que Blanc desenvolveu consiste na criação de uma estrutura metálica que é suspensa na parede. Funciona como isolante térmico e sonoro e suporte ao jardim. Em seguida, é fixado um painel em plástico (PVC) que tem como função transmitir rigidez e estabilidade a todo o conjunto. Colocam-se duas camadas de feltro que são afixadas ao PVC e funcionam de “substrato” às plantas. Distribuindo a agua e os nutrientes uniformemente e de forma automática. Funcionam através de um circuito fechado. São dispensadas por um distribuidor localizado no topo da parede e recolhidas (o excedente) numa calha na base do sistema. As plantas são colocadas no feltro, entre as duas camadas, sejam ainda sementes, rebentos ou já desenvolvidas. A densidade é de aproximadamente trinta plantas por metro quadrado.


Algumas das vantagens que se podem ter com a instalação de um Jardim Vertical:

• Promove processos para arrefecimento natural e reduz temp. ambiente;
• Captura de partículas poluentes (CO e CO2) existentes no ar e deposição atmosférica na folhagem das plantas;
• Cria interesse visual;
• Esconde/obscura características visuais desagradáveis;
• Aumenta valor das propriedades;
• Providencia elementos estruturais livres e interessantes, etc.
• Protege os acabamentos exteriores da radiação UV, dos elementos e flutuações de temperatura que desgastam os materiais.

Alguns exemplos de Jardins Verticais, existem imensos, mas eu apenas escolhi 3 para vos mostrar...


1º - Pershing Hall Hotel - Paris



O hotel foi restaurado pelo designer Andrée Putman que transformou um antigo edifício do século XIV num dos mais luxuosos Hotéis de Paris. Foi a primeira vez que se aplicou o sistema de Blanc a uma escala com esta grandiosidade, antes apenas tinha sido aplicado em pequenas porções. Com quase cem metros de altura, o muro verdejante prolonga-se através do edifício de seis andares. A combinação botânica escolhida por Patrick Blanc inclui uma abundância de combinações de plantas exóticas ao lado de plantas de jardim mais comuns. Espécies como Vinca sp., Cotoneaster sp., Ceanothus sp., gramíneas comuns e arbustos ornamentais, como hortênsias, hostas, buddleia, estevas, Fetos e fícus.



2º - Quai Branly Museum - Paris


Em Paris temos outro exemplo. São mil metros quadrados de exuberantes plantas que cobrem a frente de um edifício de 12m de altura. Parte do museu Quai Branly que foi projectado por Jean Nouvel, é coberto por mais um sucesso excepcional de Patrick Blanck. Este Jardim Vertical cobre a principal fachada do museu e consistia em organizar mais de quinze mil plantas. O catálogo das espécies escolhidas inclui cento e cinquenta espécies diferentes do Japão, China, Estados Unidos e Europa central.



3º - C. C. Dolce Vita Tejo - Amadora


Também em Portugal nos surge um exemplo de Jardim Vertical. Mais precisamente no Centro Comercial Dolce Vita Tejo, no concelho da Amadora. Também este criado e elaborado por Blanc há pouco mais de um ano, aquando a construção do centro. Conta com uma área de 900m2.