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07 janeiro 2013

Arrábida | Da Serra Ao Mar



Arrábida - da Serra ao Mar, dos fotógrafos portugueses Luís Quinta e Ricardo Guerreiro, é um filme de história natural sobre a vida selvagem e outras riquezas naturais desta região de Portugal. Os intervenientes são os animais selvagens, as plantas e os fenómenos geológicos, que se reúnem nesta zona e criam um rico recanto onde a natureza prospera. É uma história sobre o que há de belo e, por vezes, único na Arrábida. O foco são as histórias de vida destes protagonistas na esperança que o público conheça, ame e, no limite, se interesse pela sua conservação.


05 janeiro 2013

Campanha para conservar o Priolo e a Floresta Laurissilva






SPEA lança campanha internacional de crowdfunding para conservar o Priolo e a Floresta Laurissilva de São Miguel

A SPEA – Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves lançou uma campanha internacional de financiamento colectivo (crowdfunding) para permitir a continuidade do seu projecto de conservação do Priolo (Pyrrhula murina), uma das mais ameaçadas aves do mundo, e da floresta Laurissilva da ilha de São Miguel onde ainda ocorre.

O Priolo é um passeriforme endémico da ilha de São Miguel, sendo a sua distribuição mundial limitada apenas a dois concelhos desta ilha Açoriana: Nordeste e Povoação. Em 1990 existiam somente cerca de 300 indivíduos desta espécie, encontrando-se à beira da extinção. Para evitar o seu desaparecimento, desde 2003 até hoje a SPEA liderou um programa de recuperação do Priolo financiado sobretudo pela Comissão Europeia (programa LIFE) e pelo Governo Regional dos Açores, o qual permitiu que a população do Priolo atinja hoje os 1000 indivíduos, reduzindo o seu risco de extinção, apesar da ameaça ainda persistir.


O Priolo depende da floresta Laurissilva nativa da região, a qual tem vindo a ser invadida por espécies de plantas exóticas que substituem as espécies autóctones e que não lhe proporcionam nem alimento nem abrigo adequados, conduzindo à sua quase extinção. O programa de recuperação liderado pela SPEA tem-se centrado na recuperação da floresta Laurissilva, retirando as plantas invasoras e plantando plantas de espécies autóctones, contribuindo para a recuperação de todo um ecossistema. Estas ações implicaram a criação e manutenção de um viveiro de árvores e arbustos nativas de São Miguel, que são empregues na reflorestação da área, e na criação do Centro Ambiental do Priolo, com funções científicas, didáticas e turísticas, atuando como foco de atração de milhares de visitantes e permitindo a criação e manutenção de mais de 20 postos de trabalho diretos, com importantes implicações positivas para a economia local. 

Devido aos bons resultados conseguidos, o projeto LIFE Priolo tornou-se uma referência internacional de conservação da Natureza, tendo sido eleito pela Comissão Europeia “um dos melhores entre os melhores do programa comunitário LIFE+”. 

O lançamento desta campanha da SPEA ocorre num momento em que não existe financiamento garantido para a continuação deste programa e para a manutenção destas ações e equipamentos. Se este financiamento não for conseguido, as medidas de recuperação e manutenção da floresta Laurissilva deixarão de poder ser implementadas, com o previsível declínio e eventual extinção do Priolo, para além das perdas económicas e laborais associadas.




Leituras Adicionais
Priolo é exemplo internacional na fuga à extinção
“LIFE Priolo” foi eleito um dos 5 melhores projectos de conservação financiados pela UE em 2009
Erradicação de espécies invasoras na zona da Laurissilva
Naturfunding: Lançada iniciativa internacional de crowdfunding ambiental com a participação do portal Naturlink

Documentos Recomendados

30 dezembro 2012

Red Beach @ Panjin, China


Red Beach está localizada em Panjin, província de Liaoning, no nordeste da China. É o maior e melhor protegido Sapal do mundo, com raros e preciosos pântanos de algas vermelhas (e não só). A maior parte do Sapal é Reserva Natural. As zonas húmidas bem preservadas também são o lar de um grande número de aves selvagens, incluindo o Grou Japonês.


08 agosto 2012

Vegetação Dunar





As condições de formação e a dinâmica geomorfológica das dunas revelam que estas são estruturas instáveis. A proximidade do mar actua como factor fortemente selectivo na instalação e crescimento da sua vegetação.
Aparentemente simples, este meio é, na realidade, deveras complexo e precário. 

      

Não é por acaso que, no lado virado ao mar, se observa tão grande pobreza florística: as plantas costeiras estão sujeitas a ventos fortes carregados de partículas de sal, a luminosidades excessivas, a amplitudes térmicas que vão do sol escaldante do verão ao frio cortante do inverno. Isto provoca apreciável transpiração na planta, o que, conjugado com a grande permeabilidade do solo dunar, que deixa infiltrar rapidamente a água que nele cai, irremediavelmente a condena a um ambiente hostil de xerofitismo, ou seja, a um ambiente em que prevalecem as condições de secura. 
A esta é preciso resistir, para sobreviver. E, na verdade, as plantas psamófitas, que vivem nas areias, sobrevivem porque desenvolveram adaptações mais ou menos profundas que impedem sobretudo as perdas excessivas de água. Todavia, não é só contra a dessecação que a planta luta; ela tem também que fazer frente ao soterramento, quando os ventos fortes ou constantes, vindos do mar, empurram as areias da praia para o interior. 

A primeira duna que se nos depara, chamada anteduna ou duna avançada, relativamente baixa e bastante instável, mostra, na parte virada ao mar e quase ao limite superior das marés, uma associação de Cakile maritima e Salsola kali. Já mais para o topo, Elymus farctus e, por vezes, Euphorbia paralias Euphorbia peplis. 


      

A vegetação nesta estreita faixa está muito espaçada e o vento movimenta facilmente as areias, que arrasta para o interior; não obstante a curta distância transposta, o novo local onde elas se depositam é mais acolhedor, sofre menos severamente os efeitos do vento e a aragem chega lá menos salgada. 
Criam-se condições, se não favoráveis, pelo menos mais favoráveis para a fixação de outras plantas; por sua vez, estas vão, por modos diversos, reter mais areias.
Juntamente com Elymus farctus surge agora a outra grande edificadora de dunas e pioneira na sua colonização: Ammophila arenaria, vulgarmente chamada estorno. Acompanham-na ainda Euphorbia paralias e já podem aqui ver-se os cordeirinhos da praia, Otanthus maritimusAssim cresce a duna, com composição florística mais rica e variada. 
Atingido o topo podem encontrar-se Calystegia soldanella, cujas sementes, bastante pesadas, se enterram facilmente, desta forma compensando factores adversos à sobrevivência da espécie, Lotus creticusEryngium maritimumCrucianella maritima,  Pancratium maritimum, a par com Ammophila arenaria que, aliás, cresce um pouco por todo o lado, em povoamentos mais ou menos densos, conforme a área em que se estabeleceu.


Na face interior desta duna e no interdunar que se lhe segue, em terreno já definitivamente fixado, ao lado de algumas das espécies já citadas outras se vêm juntar à lista de psamófitas: Helichrysum italicum, Pseudorlaya pumila, Thymus carnosu, Armeria pungens, Artemisia campestris subsp. maritima, Anthemis maritima, Corynephorus canescens, Linaria lamarckii, Linaria pedunculata, Reichardia gaditana, isto para mencionar apenas as mais abundantes ou conspícuas. 
Não será demais salientar que Thymus carnosus é um endemismo português, quer dizer, esta planta existe exclusivamente em Portugal e somente no Alentejo e Algarve. É aquele pequeno tufo verde escuro, de porte amoitado, que, mais do que qualquer outra planta das dunas, quando esmagado deixa à sua volta um intenso e agradável perfume um tanto semelhante ao da lavanda.



As areias fixadas do interdunar oferecem boas condições para o crescimento de prostradas, de sistema radicular bastante curto, folhas em regra pequenas, que se espalham em amplas manchas arredondadas. São exemplos Paronychia argentea, Ononis variegata, Medicago littoralis, Polygonum maritimum ou Hypecoum procumbens, outra espécie que ocorre apenas no Algarve.

No limite para o sub-bosque salientam-se Anagallis monelli, bonita prostrada de flores intensamente azuis, Linaria spartea, Scrophularia frutescens, Cleome violacea, Corrigiola littoralis, Aetheorhiza bulbosa e Pycnocomon rutifolium, esta também confinada ao Algarve e alguns poucos mais locais da Europa mediterrânica.


Fonte: Instituto da Conservação da Natureza

07 agosto 2012

Parque Natural da Ria Formosa

O Parque Natural da Ria Formosa caracteriza-se pela presença de um cordão dunar arenoso litoral (praias e dunas) que protege uma zona lagunar. Uma parte do sistema lagunar encontra-se permanentemente submersa, enquanto uma percentagem significativa emerge durante a baixa-mar. A profundidade média da laguna é de 2 m.

Este sistema lagunar de grandes dimensões – estende-se desde o Ancão até à Manta Rota – inclui uma grande variedade de habitats: ilhas-barreira, sapais, bancos de areia e de vasa, dunas, salinas, lagoas de água doce e salobra, cursos de água, áreas agrícolas e matas, situação que desde logo indicia uma evidente diversidade florística e faunística.

A pesca e as necessidades de defesa são duas das razões que juntaram os homens neste Sotavento Algarvio: Cacela, dominada pela sua fortaleza setecentista; Tavira, que já foi romana e árabe; a Fuzeta, que se originou num arraial de mareantes; Olhão, uma cidade que parece transposta de um qualquer Norte de África; Faro, provavelmente a Ossonoba de que falavam os antigos.


A zona lagunar do Sotavento algarvio apresenta um óbvio valor ecológico e científico, económico e social e, desde há muito, está sujeita a pressões da mais variada ordem ou não fosse o Algarve o mais importante destino turístico em Portugal.

O Decreto-Lei nº 373/87, de 9 de Dezembro, criou o Parque Natural da Ria Formosa traçando-lhe como objectivos primeiros a protecção e a conservação do sistema lagunar, nomeadamente da sua flora e fauna, incluindo as espécies migratórias, e respectivos habitats.
Ainda, pela necessidade de compatibilizar a protecção do património natural e cultural e um desenvolvimento socio-económico sustentado também foram contemplados objectivos relacionados com: o apoio a actividades económicas tradicionais e a outras desde que compatíveis com a utilização racional dos recursos; com a promoção de actividades de recreio, lazer e turismo, tendo em conta as particularidades da área protegida e a sua capacidade de carga; e ainda, não menos importante, com a implementação de infraestruturas vocacionadas para a educação ambiental, de forma a sensibilizar a população residente e os visitantes para a necessidade de preservar os valores naturais e culturais e de que o Centro de Educação Ambiental de Marim é um excelente exemplo.



Quando Visitar o PNRF?

O Parque Natural da Ria Formosa pode ser visitado durante todo o ano, variando as melhores épocas de visita com os objectivos da mesma.
Se o motivo da visita forem os valores culturais, qualquer época do ano é conveniente, embora o Verão seja de evitar para aqueles que procuram alguma tranquilidade.
Por outro lado, para quem procura conhecer os valores naturais e em particular a fauna, então o Outono e o Inverno são as épocas preferenciais.
A maior parte das espécies animais existentes na Ria Formosa é dificilmente observável, à excepção das aves. Por isso, são as aves, o seu voo, o seu colorido particular, que atraem desde logo a atenção de todos.
Do ponto de vista da avifauna a Ria Formosa assume uma importância decisiva atendendo a que representa uma zona de descanso para aves migradoras, local de invernada para um número considerável de aves aquáticas, local de nidificação para as que chegam na Primavera ou fazem da Ria Formosa o seu habitat permanente.

Clique em 'Ler Mais' para ver algumas fotografias do Parque Natural da Ria Formosa da zona de Tavira e Pedras del Rei...