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31 dezembro 2012

Jardins Interiores


Cada vez mais o exterior e o interior de uma habitação fundem-se criando um ambiente único, onde o jardim e a sala-de-estar coabitam no mesmo espaço.
Plantas ajudam a naturalizar ambientes, arquitectura mais contemporânea cria melhores condições para jardins interiores, o facto de as janelas serem de grandes dimensões, os espaços tornam-se mais iluminados naturalmente desenvolvendo situações onde a implementação de espaços verdes interiores é possível. Assim como um melhor isolamento da casa torna a temperatura ambiente mais estável logo mais vantajoso para as plantas.



O sector de design de interiores e arquitectura tem vindo a explorar o uso de plantas, jardins verticais usados para cobrir paredes inteiras são um dos exemplos, em Hampton Court deste ano foi apresentado um jardim numa casa de banho, outro exemplo apresentado durante uma feira de decoração em Vancouver.

A nível comercial e de espaços públicos jardins interiores fazem já parte de um grande número de edifícios e centros comerciais que usam este método para naturalizar ambientes muitas vezes hostis e frios. O jardim de Inverno de Sheffield, no Reino Unido, é um dos maiores da Europa, exemplo perfeito da adaptação das plantas tropicais.


Jardins interiores podem facilmente ser apenas um grupo de vasos, de diferentes tamanhos para dar uma certa dinâmica, a escolhas das plantas e dos vasos e no entanto muito importante. Cactos são uma opção para criar espaços verdes mais facilmente, a altura de solo é mínima e existem vasos no mercado ideias para este tipo de vegetação.

Terraços interiores com clarabóias ou marquises são sítios ideais para explorar combinações de plantas e por que não até trepadeiras para criar um ambiente verdadeiramente de jardim.

Fonte Revista Tudo Sobre Jardins Fotografia D.R.

27 dezembro 2012

Tipos de relvados e espécies mais utilizadas

De uma forma informal podemos considerar os seguintes tipos de relvados:

  • Relvado ornamental – interessa sobretudo o aspecto e menos o pisoteio. É exigente na drenagem, na rega, no solo e nos cortes;
  • Relvado de lazer e recreio – para amadores e parques públicos mais ou menos pisoteados em que a manutenção deve ser fácil e económica e o relvado adaptado ao tipo de solo, clima e a um pisoteio leve;
  • Relvado para desporto – destinado a superfícies onde ocorram jogos e desportos ao ar livre. Devem ser resistentes ao pisoteio e de regeneração rápida após uso intensivo que os degradem. Devem ter boa drenagem, serem sólidos, resistentes e económicos;
  • Relvado de revestimento – para revestir áreas desprovidas de vegetação, fixar pendentes e reduzir a erosão (pedreiras, áreas degradadas, taludes de auto-estradas, vias férreas, escombreiras, dunas em situações de clima de características atlânticas).

Relativamente às espécies de plantas utilizadas em relvados, são na sua maioria da família Gramineae, esta compreende 700 géneros e 8 a 10 000 espécies, sendo as mais usadas, entre outras, as seguintes:

Agrostis








Este género tem 100 a 200 espécies distribuídas por todas as regiões do mundo, exceptuando a zona tropical, das quais 15 em França.


Todas as espécies apresentam as seguintes características:
  • produção de 15 000 a 20 000 sementes/grama,
  • implantação relativamente lenta,
  • originam um relvado denso de folhagem fina (semelhante ao Lolium perenne),
  • pode ter um corte raso (0,3 cm),
  • tem um comportamento estival e invernal medíocre,
  • apresentam de uma forma global boa resistência às doenças, pese embora uma certa sensibilidade à Gerlachia nivalis (fusariose),
  • tolerância ao pisoteio medíocre.

Agrostis tenuis (A. capillaris)
Espécie originária das regiões temperadas do Hemisfério N, mas também repartida pelo Hemisfério S, vivaz, glabra, que possui rizomas e emite estolhos. As folhas são estreitas.

Agrostis stolonifera
Trata-se de uma espécie das zonas temperadas do Hemisfério N, vivaz, glabra, de folhas largas, com nervura bem marcada e bainha rosa lilás e que emite estolhos. Razoável comportamento invernal. Muito utilizada nos “green” dos campos de golfe.

Cynodon

Cynodon dactylon
Esta espécie, originária de regiões quentes e secas, é vivaz, rizomatosa e emite estolhos. De origem tropical, é espontânea em vários países e combatida como infestante (na agricultura). 
Existem variedades que formam um relvado muito denso e que pode ser cortado raso. Muito resistente às doenças e ao pisoteio, capaz de se manter verde no Verão, mesmo com pouca água. 
Como inconvenientes o facto de ter um grande período de dormência, de Novembro a Abril, e de ter de ser plantada por estolhos nas variedades de boa qualidade, que são estéreis. A espécie, ela própria, forma um relvado medíocre.

Festuca


O género Festuca envolve uma centena de espécies.

Festuca arundinacea
Esta espécie é vivaz, e nas zonas temperadas possui folhas largas, glabras com as bordaduras rugosas e ásperas ao tacto e a base do caule apresenta uma coloração vermelha violácea. Existem dois tipos de cultivares, o europeu e o mediterrânico, os mais utilizados nos relvados, uma vez que esta espécie era sobretudo utilizada como planta forrageira.

Festuca rubra
É também uma espécie vivaz de folhas finas, estreitas e brilhantes, de bordadura finamente ciliada, com a base do limbo peluda. São comercializadas as seguintes 3 subespécies, de implantação lenta, que formam um relvado denso de folhas finas, de crescimento moderado, que podem ser cortadas rasas (de 0.5 a 1 cm) e de comportamento satisfatório à sombra:
  • F. r. ssp. commutata (afihamento), tem um mau comportamento estival em condições de secura, médio a mau comportamento ao pisoteio e uma boa resistência às diferentes doenças, embora uma certa sensibilidade à Laetisaria fuciformis (“fil rouge”) e à Puccinia graminis (ferrugem negra).
  • F. r. ssp. trychophylla (rizomas curtos e estolhos) (semi-rastejante), permanece com bom aspecto mesmo em períodos de seca no Verão, desde que não exceda um mês. No Inverno tem um bom comportamento, embora tenha uma certa sensibilidade à Helminthosporiose. É mais tolerante do que a anterior ao pisoteio.
  • F.r. ssp. rubra (rizomas compridos e estolhos) (rastejante) tem um aspecto, no período estival, intermédio entre os dois anteriores, mas em casos de seca prolongada é a que se comporta menos mal. É a que tem pior comportamento em relação ao pisoteio. Em termos de qualidade de relvado é geralmente inferior às duas anteriores. Manifesta sensibilidade ao “fil rouge” e à Helminthosporiose mas é resistente à ferrugem negra.

Festuca ovina
Espécie vivaz produtora de folhas muito finas sendo a mais interessante para ser utilizada em relvados por questões de custo. Existem 2 subespécies:
  • F. ovina ssp. duriuscula
  • F. ovina ssp. tenuifolia
Características da espécie e das duas subespécies:
  • uma implantação lenta e difícil, de folhagem muito fina, de crescimento fraco, mas que podem subsistir em condições de solo e de clima difíceis;
  • médio comportamento invernal e estival;
  • resistência muito satisfatória às doenças excepto à Helminthosporiose;
  • má resistência ao pisoteio o que a torna contra-indicada para relvados desportivos.

Lolium


O género Lolium compreende 40 espécies disseminadas na Euroásia e África do Norte.

Lolium perenne
É uma espécie vivaz e uma das mais utilizadas face à sua:
  • grande facilidade de implantação em todas as estações do ano;
  • boa tolerância ao pisoteio, que fazem dela a espécie base de um relvado a ser usado intensivamente.
Existem 2 doenças que atacam esta espécie:
  • Puccinia coronata (“rouille coronnée”) sobretudo no Verão, não é uma doença grave, salvo o seu aspecto estético;
  • Laetisaria fuciformis (“fil rouge”) presente sobretudo quando o relvado se encontra numa situação desfavorável (nutrição azotada insuficiente ou desequilibrada) qualquer que seja a estação. É uma doença muito mais grave que a anterior, pois em caso de ataque importante o relvado pode desaparecer e os meios de luta são ainda insuficientes.

Phleum


Phleum bulbosa (P. Bertolonii)
Espécie da parte temperada do Hemisfério N, vivaz, que emite estolhos, glabra, com folhas largas, moles, de cor verde acinzentada clara. Possui um bolbo muito pronunciado na base do caule.
Esta espécie é mais utilizada que o Phleum pratense, por ter a folhagem mais fina, mais densa e ser de crescimento mais lento. Produz muito poucas sementes.
Das espécies utilizadas em relvado esta é a mais perene:
  • fácil de implantação;
  • bom aspecto invernal;
  • boa tolerância ao pisoteio e às doenças;
  • porém tem um aspecto estival medíocre em períodos de seca e ou de calor (dormência), preferindo os solos bem drenados;
  • muito utilizada em relvados desportivos.

Phleum pratense
Trata-se de uma espécie originária da parte temperada do Hemisfério N, vivaz, de folhas mais largas do que a espécie anterior, moles e de cor verde pálido fosco. Acomoda-se a situações húmidas.

Poa


O género Poa engloba 250 a 300 espécies, consoante os autores, das quais 23 ocorrem em França.

Poa pratensis
Originária do Hemisfério N, esta espécie é vivaz, rizomatosa, com folhas mais ou menos largas, glabras e as extremidades terminam em forma de proa de barco. De cada lado do limbo há 2 linhas paralelas.
Esta espécie tem uma implantação difícil, recomendando-se a sua sementeira no fim da Primavera e no Verão. Proporciona um relvado relativamente denso, de folhagem grosseira e de crescimento fraco.
Os comportamentos estival e invernal, bem como a resistência às doenças e ao pisoteio varia com os cultivares.
A característica mais favorável a reter diz respeito à tolerância ao arranque, o que justificará a sua utilização em relvados desportivos.
A Poa pratensis é uma boa espécie para a zona mediterrânica, se fôr regada.

Pennisetum


Pennisetum clandestinum
Trata-se de uma espécie sub-tropical, com propagação fácil e usualmente por estolhos e tem um crescimento muito rápido, “fechando” mais depressa do que o relvado de escalracho. As folhas e os caules têm uma coloração verde mais clara do que o escalracho (Stenotaphrum secundatum). É pouco conhecida e por isso pouco divulgada.
Exige uma rega mais frequente do que o escalracho mas não tem a maior parte das desvantagens deste.

Stenotaphrum


Stenotaphrum secundatum
É uma planta sub-tropical e que só deve ser plantada a partir de Março-Abril; no Norte do país, só mais tarde. Propaga-se por estolhos superficiais e para se obterem folhas mais estreitas temos de a aparar frequentemente. São preferencialmente os estolhos com cerca de 15-20 cm de comprimento que se devem usar para plantar.
Vantagens:
  • resiste bem à seca;
  • resistente à salsugem.
Inconvenientes:
  • exige muita mão de obra (plantação manual) o que fica caro;
  • necessita de mondas nos primeiros 3 – 4 meses até “fechar” completamente;
  • é afectado pelas geadas, ficando com um tom acastanhado;
  • se houver descuido nos cortes e o escalracho crescer muito, depois de cortado fica esbranquiçado e, posteriormente, acastanhado devido à queima dos tecidos pelos raios solares;
  • é invasor, entrando em concorrência com as plantas vizinhas (herbáceas e arbustos);
  • possui raízes fortes capazes de levantar as lajes e os lancis dos caminhos ao fim de algum tempo de instalado;
  • as folhas provocam pequenos cortes na pele das pessoas.

Utilização e Misturas

Actualmente utilizam-se misturas de espécies para obter um bom relvado. 
As espécies são escolhidas em função do tipo de:
  • utilização;
  • clima;
  • solo.

Actualmente 85% da quantidade de sementes comercializadas pertencem às seguintes espécies:
  • Lolium perenne 40%
  • Festuca rubra 30%
  • Poa pratensis 15%
  • Festuca arundinacea 5%
  • Festuca ovina 4%
  • Agrostis tenuis 3%

Há alguns anos atrás era costume utilizarem-se misturas de 6 a 10 espécies. Actualmente utilizam-se apenas 2 a 4 espécies diferentes sobretudo para evitar que as espécies tenham comportamentos muito diferentes como a velocidade de germinação, implantação e crescimento.

Outros objectivos que pesam na escolha das espécies de um relvado:
  • estéticos;
  • resistência ao pisoteio;
  • económicos (baixa manutenção).



Relvado ornamental
Essencialmente de motivação estética, relvado denso e cortes rasos:

mistura A 
Festuca rubra commutata 33%
Festuca rubra trycophylla 33%
Festuca ovina 34%

mistura B 
Agrostis tenuis 5-10%
Festuca rubra 90-95%

mistura C 
Festuca rubra 66%
Lolium perenne 34%

Relvados de jardins privados
É o tipo de relvado mais utilizado nos jardins privados em que as motivações são sobretudo de ordem estética e utilitária:

mistura A 
Lolium perenne 50%
Festuca rubra 50%

mistura B 
Lolium perenne 33%
Festuca rubra 33%
Poa pratensis 34%

mistura C 
Festuca rubra 33%
Festuca ovina 33%
Poa pratensis 34%

mistura D (zona mediterrânica)
Festuca arundinacea 60%
Poa pratensis 40%

Relvados para jardins públicos

mistura A 
Lolium perenne 40%
Poa pratensis 60%

mistura B 
Lolium perenne 20%
Festuca arundinacea 80%

mistura C 
Festuca arundinacea 60%
Poa pratensis 40%

mistura D (região mediterrânica)
Cynodon dactylon 50%
Poa pratensis 50%

mistura E (região mediterrânica)
Cynodon dactylon 40%
Festuca arundinacea 60%

Relvado para campos desportivos
As espécies utilizadas devem possuir resistência ao pisoteio e ao arranque:

mistura A 
Lolium perenne 33%
Poa pratensis 67%

mistura B (região mediterrânica)
Festuca arundinacea 60%
Poa pratensis 40%

“Relvado” para estabilização de taludes
Não se pode falar propriamente de um relvado uma vez que a manutenção não envolve nem corte nem fertilização, mas sim o revestimento vegetal (taludes de autoestrada, de estrada, etc.) É desejável recorrer, além de espécies da família das Gramineae, a géneros da família Leguminosae (Trifolium, Medicago, Coronilla, Spartium, Retama, Ononis, etc.).

mistura para áreas muito declivosas
Bromus sp.
Lolium multiflorum

mistura para áreas pouco declivosas
Agrostis sp.
Festuca sp.

  • SOCIÉTÉ FRANÇAISE DES GAZONS, 1990. L’Encyclopedie des Gazons. Éditions S.E.P.S.
  • LECOQ, N., 2012. Vegetação no Espaço Urbano. ISA

18 julho 2011

Água em Pequenos Jardins ou Terraços

"A água tem um encanto mágico, atraindo a luz, o som e o movimento a um jardim pequeno. A água parada reflecte cores e formas, enquanto as cascatas e as fontes dançam com o brilho da luz do Sol. A água também atrai uma variedade de vida animal, oferecendo às rãs, aos sapos e aos tritões um lugar para viverem, e aos pássaros um local para se banharem. Os peixes adicionam cor e movimento, enquanto as libelinhas e outros insectos irão executar bailados aéreos à superfície."



Mesmo para quem tem um pequeno jardim ou apenas um terraço ou varanda, pode desfrutar do elemento água, assim como das diversas espécies de plantas aquáticas e semi-aquáticas.

Antes de construir qualquer instalação com água, é preciso ter em consideração o tamanho e custo para nos certificar-mos que é correcta para o nosso jardim e para o nosso orçamento. Mesmo os jardins mais pequenos poderão acolher grandes formas como um riacho ou uma cascata, apesar de que um lago com proporções mais limitas adequar-se-ia melhor a um local mais pequeno ou a parte de um esquema maior.

Criando diferentes ambientes tais como Natural, Formal, Modernista, Contemporâneo ou até Rústico,  o elemento água pode surgir do jardim de diversas formas: Cascatas naturais, praia de seixos, lagos plantados, caminhos de pedras, refúgios de vida selvagem, lagos elevados, pátios, fontes, muros de água, espelhos de agua ou superfícies reflexas, tanque rústico, globos de pedra, bicas contemporâneas, a típica cabeça de leão (fonte), louças recicladas (ex. banheira), madeiras recicladas, fontes auto-suficientes, canais, entre outros. 
Em seguida são apresentados alguns dos exemplos referidos.








TIPOS DE VEGETAÇÃO AQUÁTICA

VASCULARES RADICULARES
Esta subclasse inclui habitats com a vegetação dominada por espécies vasculares enraizadas no substrato. Nos sistemas Fluvial, Lacustre e Palustre as plantas vasculares radiculares ocorrem em diversas profundidades em águas paradas ou movimentadas. Por exemplo: Iris pseudacorus; Calla palustris; Equisetum sp.; Typha angustifolia.

FOLHAS FLUTUANTES
Esta subclasse inclui habitats com a vegetação dominada por espécies vasculares submersas em que as folhas se encontram, total ou parcialmente, à superfície. Por exemplo: Nymphaea sp.; Nuphar lutea; Nymphoides peltata; Aponogeton distachyos.

VASCULARES FLUTUANTES
Inclui habitats com a vegetação dominada por espécies que flutuam livremente na água ou à sua superfície. A cobertura desta vegetação é superior a 30%. As populações destas plantas podem ser movimentadas pela acção do vento ou das correntes. (Estas plantas têm, por norma, características invasoras no nosso País). Por exemplo: Eicchornia crassipes; Pistia stratiotes; Lemna sp.

LISTA DE PLANTAS AQUÁTICAS AQUI


Para quem estiver interessado em construir um lago num barril rústico, num recipiente, um canteiro aquático elevado, um lago florido ou até mesmo uma pequena cascata recomendo este livro:


No final trás uma lista de espécies de plantas aquáticas e semi-aquáticas, assim como também auxilia na manutenção de espaços aquáticos.

21 setembro 2010

Jardim Botânico da Ajuda


O ISA vai participar nas Jornadas Europeias do Património a convite da entidade promotora da iniciativa, o IGESPAR, oferecendo aos seus visitantes as seguintes actividades:

Dias 24, 25 e 26 de Setembro: Exposição de Fotografia de Árvores Monumentais. Estão abertas as inscrições para participação na exposição (Tel: 21 362 25 03), devendo as fotografias (30x20 cm) ser entregues no JBA até dia 10 de Setembro. As fotografias serão expostas na Estufa das Avencas.

Dia 25 de Setembro às 15h00: Visita Guiada ao jardim, acompanhada pela Arqª Ana Luísa Soares e onde se abordarão os aspectos históricos, botânicos e arquitectónicos.

Dia 26 de Setembro às 15h00: Visita guiada à Tapada da Ajuda, acompanhada por investigadores do Centro de Botânica Aplicada à Agricultura e do Centro de Ecologia Aplicada.

Para mais informações veja aqui a versão PDF ou visite http://www.igespar.pt/


7ª Festa do Outono

Outro grande motivo para visitar o Jardim! Venham nos dias 9 e 10 de Outubro passar um fim-de-semana no Jardim Botânico da Ajuda, onde poderão encontrar muitas actividades, muita animação e um agradável espaço para desfrutar da natureza. 
O programa incluirá, como já vem sendo hábito, uma Feira de Jardinagem e de Produtos Naturais, ateliers, palestras, visitas guiadas, Exposições das quais se destacam a de Orquídeas e a de Bromélias, muita música e animação! Em baixo segue o programa (cliquem na imagem para ver em grande). E já sabem, apareçam! Não se vão arrepender!

 

04 agosto 2010

Parque de Monserrate - Sintra



O Parque de Monserrate, outrora quinta de pomares e culturas, existe como tal desde o séc. XVIII, quando Gerard DeVisme alugou a quinta à família Melo e Castro, sua proprietária. Desde então, todos os que se seguiram - William Beckford, a família Cook, o Estado Português e, finalmente, desde Setembro de 2000, a Parques de Sintra-Monte da Lua, S. A. - esforçaram-se por criar um maravilhoso jardim botânico, ímpar nas suas características.




Crucial no seu desenvolvimento esteve o que se viria a tornar o 1º Visconde de Monserrate, Francis Cook. Juntamente com o pintor paisagista William Stockdale, o botânico William Nevill e o mestre jardineiro James Burt, criaram-se cenários contrastantes que se sucedem ao longo de caminhos sinuosos por entre ruínas, recantos, cascatas e lagos, sugerindo, através de uma aparente desordem, o domínio da Natureza sobre o Homem. Assim, e contando sempre com a presença de espécies espontâneas de Portugal (medronheiros, azevinhos, sobreiros, entre outros), organiza o jardim com colecções de plantas de espécies oriundas dos cinco continentes, propondo-nos um passeio pelo mundo: fetos e metrosíderos evocam a Austrália; agaves, palmeiras e yucas recriam um cenário do México; rododendros, azáleas, bambus para o jardim do Japão. No total contabilizaram-se mais de duas mil e quinhentas espécies!

Mais informações sobre o parque (assim como preços, horários, etc.) Aqui!


























06 junho 2010

Vertical Garden


Trazer a Natureza para um ambiente urbano sempre foi um desafio. Uma das soluções mais admirável para este problema é o jardim vertical. Também conhecido por “parede verde”, mais do que uma decoração incomum anexada a uma parede, os jardins verticais são um meio interessante de trazer vida e verdura a um pátio sombrio, a uma rua cinzenta ou a um edifício frio e moderno.

Não contentes com projecções de jardins e cultivação de plantas em terreno horizontal, os criadores dos Jardins Verticais aplicando os princípios da hidroponia e com a criação e utilização de sistemas engenhosos encontraram solução para colonizar o exterior dos edifícios permitindo composições exuberantes de vida vegetal. Ofuscando a banda tradicional das menos versáteis trepadeiras, a extraordinária diversidade de espécies botânicas que prosperam com cultivo hidropónico permite a criação de uma variedade ilimitada de composições que vivem com diferentes texturas, padrões, efeitos cromáticos e aromas.

 O criador do conceito de Jardim Vertical foi Patrick Blanc. Nasceu a 3 de Junho de 1953. Botânico, trabalha no Centro Nacional de Pesquisa Cientifica (França), onde se especializou na flora de florestas subtropicais.

Os princípios que conduziram Patrick Blanc para a criação do seu mur végétal ou jardim vertical estão profundamente enraizados nos seus estudos sobre a vegetação nas florestas tropicais, estes revelaram uma enormidade na biodiversidade da mesma. A área entre o solo e o copado da floresta é ocupada principalmente por plantas epífitas (alimentam-se dos restos de folhas caídas e das aguas da chuva) e parasitas (que se agarram aos troncos e galhos das árvores alimentando-se da sua seiva).

Assim, Patrick Blanc percebeu que tendo os nutrientes necessários ao seu desenvolvimento, estas plantas (epífitas e parasitas) não precisavam de um substrato mas apenas um suporte de sustentação e de água e nutrientes.

O método que Blanc desenvolveu consiste na criação de uma estrutura metálica que é suspensa na parede. Funciona como isolante térmico e sonoro e suporte ao jardim. Em seguida, é fixado um painel em plástico (PVC) que tem como função transmitir rigidez e estabilidade a todo o conjunto. Colocam-se duas camadas de feltro que são afixadas ao PVC e funcionam de “substrato” às plantas. Distribuindo a agua e os nutrientes uniformemente e de forma automática. Funcionam através de um circuito fechado. São dispensadas por um distribuidor localizado no topo da parede e recolhidas (o excedente) numa calha na base do sistema. As plantas são colocadas no feltro, entre as duas camadas, sejam ainda sementes, rebentos ou já desenvolvidas. A densidade é de aproximadamente trinta plantas por metro quadrado.


Algumas das vantagens que se podem ter com a instalação de um Jardim Vertical:

• Promove processos para arrefecimento natural e reduz temp. ambiente;
• Captura de partículas poluentes (CO e CO2) existentes no ar e deposição atmosférica na folhagem das plantas;
• Cria interesse visual;
• Esconde/obscura características visuais desagradáveis;
• Aumenta valor das propriedades;
• Providencia elementos estruturais livres e interessantes, etc.
• Protege os acabamentos exteriores da radiação UV, dos elementos e flutuações de temperatura que desgastam os materiais.

Alguns exemplos de Jardins Verticais, existem imensos, mas eu apenas escolhi 3 para vos mostrar...


1º - Pershing Hall Hotel - Paris



O hotel foi restaurado pelo designer Andrée Putman que transformou um antigo edifício do século XIV num dos mais luxuosos Hotéis de Paris. Foi a primeira vez que se aplicou o sistema de Blanc a uma escala com esta grandiosidade, antes apenas tinha sido aplicado em pequenas porções. Com quase cem metros de altura, o muro verdejante prolonga-se através do edifício de seis andares. A combinação botânica escolhida por Patrick Blanc inclui uma abundância de combinações de plantas exóticas ao lado de plantas de jardim mais comuns. Espécies como Vinca sp., Cotoneaster sp., Ceanothus sp., gramíneas comuns e arbustos ornamentais, como hortênsias, hostas, buddleia, estevas, Fetos e fícus.



2º - Quai Branly Museum - Paris


Em Paris temos outro exemplo. São mil metros quadrados de exuberantes plantas que cobrem a frente de um edifício de 12m de altura. Parte do museu Quai Branly que foi projectado por Jean Nouvel, é coberto por mais um sucesso excepcional de Patrick Blanck. Este Jardim Vertical cobre a principal fachada do museu e consistia em organizar mais de quinze mil plantas. O catálogo das espécies escolhidas inclui cento e cinquenta espécies diferentes do Japão, China, Estados Unidos e Europa central.



3º - C. C. Dolce Vita Tejo - Amadora


Também em Portugal nos surge um exemplo de Jardim Vertical. Mais precisamente no Centro Comercial Dolce Vita Tejo, no concelho da Amadora. Também este criado e elaborado por Blanc há pouco mais de um ano, aquando a construção do centro. Conta com uma área de 900m2.