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07 janeiro 2013

Arrábida | Da Serra Ao Mar



Arrábida - da Serra ao Mar, dos fotógrafos portugueses Luís Quinta e Ricardo Guerreiro, é um filme de história natural sobre a vida selvagem e outras riquezas naturais desta região de Portugal. Os intervenientes são os animais selvagens, as plantas e os fenómenos geológicos, que se reúnem nesta zona e criam um rico recanto onde a natureza prospera. É uma história sobre o que há de belo e, por vezes, único na Arrábida. O foco são as histórias de vida destes protagonistas na esperança que o público conheça, ame e, no limite, se interesse pela sua conservação.


26 dezembro 2012

Carvalhos de Portugal


Espécies arbóreas e arbustivas que acompanham as espécies de carvalhos mais importantes e distribuição das florestas de carvalhos em Portugal Continental 

Todos os elementos aqui referidos foram adaptados da publicação A Árvore em Portugal, dos Professores Dr. Francisco Caldeira Cabral e Gonçalo Ribeiro Telles





Distribuição das florestas de carvalhos em Portugal Continental:


  • CALDEIRA CABRAL, F.; RIBEIRO TELLES, G., 2005. A Árvore em Portugal. Assírio & Alvim, Lisboa, 2ªEdição.
  • BARROS, V., 2000. Florestas de Portugal. Edição Direcção - Geral das Florestas, Lisboa

08 agosto 2012

Vegetação Dunar





As condições de formação e a dinâmica geomorfológica das dunas revelam que estas são estruturas instáveis. A proximidade do mar actua como factor fortemente selectivo na instalação e crescimento da sua vegetação.
Aparentemente simples, este meio é, na realidade, deveras complexo e precário. 

      

Não é por acaso que, no lado virado ao mar, se observa tão grande pobreza florística: as plantas costeiras estão sujeitas a ventos fortes carregados de partículas de sal, a luminosidades excessivas, a amplitudes térmicas que vão do sol escaldante do verão ao frio cortante do inverno. Isto provoca apreciável transpiração na planta, o que, conjugado com a grande permeabilidade do solo dunar, que deixa infiltrar rapidamente a água que nele cai, irremediavelmente a condena a um ambiente hostil de xerofitismo, ou seja, a um ambiente em que prevalecem as condições de secura. 
A esta é preciso resistir, para sobreviver. E, na verdade, as plantas psamófitas, que vivem nas areias, sobrevivem porque desenvolveram adaptações mais ou menos profundas que impedem sobretudo as perdas excessivas de água. Todavia, não é só contra a dessecação que a planta luta; ela tem também que fazer frente ao soterramento, quando os ventos fortes ou constantes, vindos do mar, empurram as areias da praia para o interior. 

A primeira duna que se nos depara, chamada anteduna ou duna avançada, relativamente baixa e bastante instável, mostra, na parte virada ao mar e quase ao limite superior das marés, uma associação de Cakile maritima e Salsola kali. Já mais para o topo, Elymus farctus e, por vezes, Euphorbia paralias Euphorbia peplis. 


      

A vegetação nesta estreita faixa está muito espaçada e o vento movimenta facilmente as areias, que arrasta para o interior; não obstante a curta distância transposta, o novo local onde elas se depositam é mais acolhedor, sofre menos severamente os efeitos do vento e a aragem chega lá menos salgada. 
Criam-se condições, se não favoráveis, pelo menos mais favoráveis para a fixação de outras plantas; por sua vez, estas vão, por modos diversos, reter mais areias.
Juntamente com Elymus farctus surge agora a outra grande edificadora de dunas e pioneira na sua colonização: Ammophila arenaria, vulgarmente chamada estorno. Acompanham-na ainda Euphorbia paralias e já podem aqui ver-se os cordeirinhos da praia, Otanthus maritimusAssim cresce a duna, com composição florística mais rica e variada. 
Atingido o topo podem encontrar-se Calystegia soldanella, cujas sementes, bastante pesadas, se enterram facilmente, desta forma compensando factores adversos à sobrevivência da espécie, Lotus creticusEryngium maritimumCrucianella maritima,  Pancratium maritimum, a par com Ammophila arenaria que, aliás, cresce um pouco por todo o lado, em povoamentos mais ou menos densos, conforme a área em que se estabeleceu.


Na face interior desta duna e no interdunar que se lhe segue, em terreno já definitivamente fixado, ao lado de algumas das espécies já citadas outras se vêm juntar à lista de psamófitas: Helichrysum italicum, Pseudorlaya pumila, Thymus carnosu, Armeria pungens, Artemisia campestris subsp. maritima, Anthemis maritima, Corynephorus canescens, Linaria lamarckii, Linaria pedunculata, Reichardia gaditana, isto para mencionar apenas as mais abundantes ou conspícuas. 
Não será demais salientar que Thymus carnosus é um endemismo português, quer dizer, esta planta existe exclusivamente em Portugal e somente no Alentejo e Algarve. É aquele pequeno tufo verde escuro, de porte amoitado, que, mais do que qualquer outra planta das dunas, quando esmagado deixa à sua volta um intenso e agradável perfume um tanto semelhante ao da lavanda.



As areias fixadas do interdunar oferecem boas condições para o crescimento de prostradas, de sistema radicular bastante curto, folhas em regra pequenas, que se espalham em amplas manchas arredondadas. São exemplos Paronychia argentea, Ononis variegata, Medicago littoralis, Polygonum maritimum ou Hypecoum procumbens, outra espécie que ocorre apenas no Algarve.

No limite para o sub-bosque salientam-se Anagallis monelli, bonita prostrada de flores intensamente azuis, Linaria spartea, Scrophularia frutescens, Cleome violacea, Corrigiola littoralis, Aetheorhiza bulbosa e Pycnocomon rutifolium, esta também confinada ao Algarve e alguns poucos mais locais da Europa mediterrânica.


Fonte: Instituto da Conservação da Natureza

07 agosto 2012

Parque Natural da Ria Formosa

O Parque Natural da Ria Formosa caracteriza-se pela presença de um cordão dunar arenoso litoral (praias e dunas) que protege uma zona lagunar. Uma parte do sistema lagunar encontra-se permanentemente submersa, enquanto uma percentagem significativa emerge durante a baixa-mar. A profundidade média da laguna é de 2 m.

Este sistema lagunar de grandes dimensões – estende-se desde o Ancão até à Manta Rota – inclui uma grande variedade de habitats: ilhas-barreira, sapais, bancos de areia e de vasa, dunas, salinas, lagoas de água doce e salobra, cursos de água, áreas agrícolas e matas, situação que desde logo indicia uma evidente diversidade florística e faunística.

A pesca e as necessidades de defesa são duas das razões que juntaram os homens neste Sotavento Algarvio: Cacela, dominada pela sua fortaleza setecentista; Tavira, que já foi romana e árabe; a Fuzeta, que se originou num arraial de mareantes; Olhão, uma cidade que parece transposta de um qualquer Norte de África; Faro, provavelmente a Ossonoba de que falavam os antigos.


A zona lagunar do Sotavento algarvio apresenta um óbvio valor ecológico e científico, económico e social e, desde há muito, está sujeita a pressões da mais variada ordem ou não fosse o Algarve o mais importante destino turístico em Portugal.

O Decreto-Lei nº 373/87, de 9 de Dezembro, criou o Parque Natural da Ria Formosa traçando-lhe como objectivos primeiros a protecção e a conservação do sistema lagunar, nomeadamente da sua flora e fauna, incluindo as espécies migratórias, e respectivos habitats.
Ainda, pela necessidade de compatibilizar a protecção do património natural e cultural e um desenvolvimento socio-económico sustentado também foram contemplados objectivos relacionados com: o apoio a actividades económicas tradicionais e a outras desde que compatíveis com a utilização racional dos recursos; com a promoção de actividades de recreio, lazer e turismo, tendo em conta as particularidades da área protegida e a sua capacidade de carga; e ainda, não menos importante, com a implementação de infraestruturas vocacionadas para a educação ambiental, de forma a sensibilizar a população residente e os visitantes para a necessidade de preservar os valores naturais e culturais e de que o Centro de Educação Ambiental de Marim é um excelente exemplo.



Quando Visitar o PNRF?

O Parque Natural da Ria Formosa pode ser visitado durante todo o ano, variando as melhores épocas de visita com os objectivos da mesma.
Se o motivo da visita forem os valores culturais, qualquer época do ano é conveniente, embora o Verão seja de evitar para aqueles que procuram alguma tranquilidade.
Por outro lado, para quem procura conhecer os valores naturais e em particular a fauna, então o Outono e o Inverno são as épocas preferenciais.
A maior parte das espécies animais existentes na Ria Formosa é dificilmente observável, à excepção das aves. Por isso, são as aves, o seu voo, o seu colorido particular, que atraem desde logo a atenção de todos.
Do ponto de vista da avifauna a Ria Formosa assume uma importância decisiva atendendo a que representa uma zona de descanso para aves migradoras, local de invernada para um número considerável de aves aquáticas, local de nidificação para as que chegam na Primavera ou fazem da Ria Formosa o seu habitat permanente.

Clique em 'Ler Mais' para ver algumas fotografias do Parque Natural da Ria Formosa da zona de Tavira e Pedras del Rei...

06 agosto 2012

Sagres – Festival Observação de Aves

"Sagres é uma região muito especial. Não só a paisagem que a rodeia é espetacular, como o seu património biológico é único na Europa. Aqui podemos encontrar uma enorme diversidade de habitats, desde os marinhos aos florestais, passando pelos estuarinos, os dunares e os agrícolas, que albergam, naturalmente, centenas de espécies de fauna e flora. Destacam-se vários endemismos florísticos, numerosos cetáceos, mamíferos terrestres e, claro, muitas aves. Estas últimas são a principal atração deste festival e, por isso, o programa de atividades centra-se, na sua maioria, em torno das mesmas. O evento pretende atrair participantes com diferentes gostos, expetativas e conhecimentos, sendo ideal para estudantes, amantes de natureza, observadores de aves mais ou menos experientes, famílias, etc.

Durante os dias do festival tem ao dispor inúmeras iniciativas, como saídas de campo, passeios de barco, ações de monitorização de aves com especialistas, palestras temáticas, cursos, jogos, tertúlias, atividades de educação ambiental, entre muitas outras. Os agentes locais, incluindo alojamentos, restauração e animação turística, uniram-se para bem receber os participantes oferecendo preços especiais e outras vantagens."

Podem ver Aqui o programa do festival assim como fazer as inscrições nas variadas actividades disponíveis, uma oportunidade a não perder!

Mais informação: www.birdwatchingsagres.com

03 fevereiro 2011

As 10 Florestas mais Ameaçadas do Mundo

O Ano Internacional das Florestas foi lançado oficialmente ontem (02/02/2011) pela ONU. Para enfatizar a data e alertar para a importância da preservação, a ONG Conservação Internacional divulga as principais florestas que correm o riscos de desaparecer do mapa.

"Cobrem apenas 30% da área do planeta. Ainda assim, abrigam 80% da biodiversidade terrestre mundial. 
As florestas também são directamente importantes para a sobrevivência dos humanos. Estima-se que 1,6 bilião de pessoas dependem delas para garantir o seu sustento. Além disso, muitas das necessidades mais básicas para a sobrevivência do homem na Terra vêm das interações entre as espécies de plantas e animais com os ecossistemas, como a polinização de safras agrícolas, os solos saudáveis, os remédios, o ar puro e a água doce. 
Apesar de terem tanta importância, a devastação vem destruindo as florestas. Com o objectivo de alertar todo o mundo para a necessidade de conservá-las, a ONU declarou 2011 como o Ano Internacional das Florestas, que é inaugurado oficialmente hoje, dia 2 de Fevereiro de 2011, em Nova York. A ONG CI - Conservação Internacional aproveita a ocasião para divulgar os dez hotspots florestais mais ameaçados de extinção do mundo. Para ser considerado um hotspot, a área deve ter riqueza biológica extrema, índice elevado de espécies únicas de animais e plantas, além de estar altamente degradada, com grande risco de desaparecer. No caso da lista de hotspots florestais, a CI considerou florestas que já perderam 90% ou mais de sua cobertura original e que abrigam, cada uma, pelo menos 1.500 espécies de plantas endémicas (que só existem naquele local). 

A lista inclui florestas no sudeste asiático, na Nova Zelândia, nas montanhas do centro-sul da China, na região costeira da África Oriental e na ilha de Madagáscar." 

Segue em baixo as 10 Florestas mais ameaçadas do Mundo:

1. REGIÕES DA INDO-BIRMÂNIA (Ásia-Pacífico)
Habitat remanescente: 5%
Tipo de Vegetação: Florestas latifoliadas tropicais e/ou subtropicais húmidas


"suas planícies aluviais são ameaçadas pelo cultivo de arroz, mangues foram convertidos em reservatórios de aquicultura de camarão e a pesca excessiva e o uso de técnicas de pesca destrutiva são problemas graves para os ecossistemas costeiros e de água doce da região. Além disso, alguns rios foram represados para gerar eletricidade, o que causou o alagamento de bancos de areia e outros hábitats que normalmente seriam expostos durante a estação seca, importantes para os ninhos de aves e tartarugas. Os rios e pântanos desse hotspot também são importantes para a conservação de peixes de água doce, incluindo alguns dos maiores peixes de água doce do mundo. O Lago Tonle Sap e o Rio Mekong são hábitats para a lampreia gigante Mekong e a carpa dourada de Jullien. Apenas 5% do habitat original ainda está lá."



2. NOVA ZELÂNDIA (Oceania)
Habitat remanescente: 5%
Tipo de Vegetação: Florestas latifoliadas tropicais e/ou subtropicais húmidas


"Terra de paisagens variadas com grandes índices de espécies endêmicas, incluindo o kiwi, seu representante mais famoso. Neste arquipélago montanhoso dominado pelas florestas temperadas, nenhum dos mamíferos, anfíbios ou répteis é encontrado em outro lugar do mundo. As espécies invasoras, como as que chegaram no século XIX com os europeus, são uma série ameaça à flora e à fauna das ilhas. Foram levadas ao arquipélago 34 espécies exóticas de mamíferos (como gambás, coelhos, gatos, cabras e furões) e centenas de espécies de ervas daninhas. Nos últimos 200 anos, somando-se o impacto da caça e da destruição de hábitats, houve extinção de inúmeras espécies de aves, invertebrados, plantas e de um morcego e um peixe endêmicos. A drenagem de pântanos também é um problema-chave. Há apenas 5% de remanescentes do hábitat original do arquipélago"




3. SUNDA (Ásia-Pacífico)
Habitat remanescente: 7%
Tipo de Vegetação: Florestas latifoliadas tropicais e/ou subtropicais húmidas


"Esta floresta cobre a metade ocidental do arquipélago Indo-Maláio, um arco de cerca de 17 mil ilhas equatoriais, dominado pelas duas maiores ilhas do mundo: Boréo e Sumatra. Suas espetaculares flora e fauna estão sucumbindo devido ao crescimento explosivo da indústria florestal e do comércio internacional de animais que consome tigres, macacos e espécies de tartarugas para alimentos e remédios em outros países. Populações endêmicas de orangotangos estão em dramático declínio. Outros fatores que levam à degradação são a produção de borracha, óleo de dendê e celulose. Em Sumatra, o corte e a extração ilegal de madeira - e outros produtos florestais - abastecem a alta demanda da China, América do Norte, Europa e Japão. Só 7% da extensão original da floresta permanece mais ou menos intactos."




4. FILIPINAS (Ásia-Pacífico)
Habitat remanescente: 7%
Tipo de Vegetação: Florestas latifoliadas tropicais e/ou subtropicais húmidas


"É considerado um dos países mais ricos em biodiversidade do mundo. Diversas espécies endêmicas estão confinadas a fragmentos de florestas que cobrem apenas 7% da extensão original do hotspot, que abrange mais de 7.100 ilhas. Ocorrem só lá cerca de seis mil espécies de plantas endêmicas e diversas espécies de aves, como a águia das Filipinas (Pithecophaga jefferyi), a segunda maior águia do mundo. Outro exemplo é o sapo voador pantera (Rhacophorus pardalis), que passou por diversas adaptações para planar, como as abas extras na pele e as membranas entre os dedos. Toda a riqueza está ameaçada pela atividade madeireira. Os poucos remanescentes também são dizimados pela agricultura e para acomodar as necessidades do alto crescimento populacional. O sustento de cerca de 80 milhões de pessoas depende principalmente de recursos naturais provenientes das florestas."




5. MATA ATLÂNTICA (América do Sul)
Habitat remanescente: 8%
Tipo de Vegetação: Florestas latifoliadas tropicais e/ou subtropicais húmidas


"Estende-se por toda a costa atlântica brasileira, e por para partes do Paraguai, Argentina e Uruguai, incluindo também ilhas oceânicas e o arquipélago de Fernando de Noronha. O bioma 20 mil espécies de plantas, sendo 40% delas endêmicas. Mais de duas dúzias de espécies de vertebrados, como os leões-marinhos e seis espécies de aves de uma pequena faixa no Nordeste, estão ameaçados de extinção, listadas como “criticamente em perigo”. A região é desmatada há centenas de anos, por causa do ciclo da cana-de-açúcar, das plantações de café, e, mais recentemente, por conta da crescente urbanização e industrialização do Rio de Janeiro e de São Paulo. O suprimento de água doce desse remanescente florestal abastece mais de 100 milhões de pessoas, a indústria têxtil, agricultura, fazendas de gado e atividade madeireira da região. Sobrou apenas 10% da floresta original."




6. MONTANHAS DO CENTRO-SUL DA CHINA (Ásia)
Habitat remanescente: 8%
Tipo de Vegetação: Florestas Coníferas temperadas


"Abrigam uma ampla gama de hábitats incluindo a flora temperada com a maior taxa de endemismo no mundo. O ameaçado panda gigante (Ailuropoda melanoleuca), quase totalmente restrito a essas pequenas florestas, é a bandeira da conservação da região. Essas montanhas também alimentam a maioria dos sistemas hídricos da Ásia, incluindo diversas ramificações do rio Yangtze. As atividades ilegais de caça, coleta de lenha e pastagem são algumas das principais ameaças à biodiversidade da região. A construção da maior barragem do mundo, a de Três Gargantas, no rio Yangtze, ameaça a biodiversidade da área. Apesar disso, a construção de barragens está sendo planejada em todos os rios principais da floresta, o que deve afetar os ecossistemas e a subsistência de milhões de pessoas. Apenas cerca de 8% da extensão original do hotspot permanece inalterado."




7. PROVÍNCIA FLORÍSTICA DA CALIFÓRNIA (América do Norte)
Habitat remanescente: 10%
Tipo de Vegetação: Florestas latifoliadas tropicais e/ou subtropicais secas


"É uma zona de clima mediterrâneo com altos índices de plantas endêmicas. É o lar da sequoia gigante, o maior organismo vivo do planeta, e alguns dos últimos condores da Califórnia, a maior ave da América do Norte. Também é o local de maior reprodução de aves dos Estados Unidos. Diversas espécies de grandes mamíferos da região estão extintas, incluindo o urso cinzento (Ursus arctos), que aparece na bandeira da Califórnia e é símbolo do estado há mais de 150 anos. A maior ameaça vem da destruição causada pela agricultura comercial, que gera metade de todos os produtos agrícolas dos EUA. O hotspot também corre risco com a expansão de áreas urbanas, poluição e construção de estradas, fatores que tornaram a Califórnia um dos quatro estados mais degradados do país. Hoje resta cerca de 10% da vegetação original."




8. FLORESTAS COSTEIRAS DA ÁFRICA ORIENTAL (África)
Habitat remanescente: 10%
Tipo de Vegetação: Florestas latifoliadas tropicais e/ou subtropicais húmidas


"Apesar de pequenos e fragmentados, elas contêm altos níveis de biodiversidade. Lá são encontrados cerca de 200 mamíferos, sendo 11 endêmicos, entre eles o musaranho-elefante (Rhynchocyon chrysopygus). Os primatas são espécies-símbolo desse hotspot, incluindo três espécies de macacos endêmicos, duas delas encontradas ao longo do rio Tana, que corta o Quênia Central. Além disso, as 40 mil variedades cultivadas da violeta africana, que movimenta US$100 milhões anualmente no comércio global de folhagens, são derivadas de um punhado de espécies encontradas nas florestas costeiras da Tanzânia e do Quênia. O risco de extinção das Florestas Costeiras da África Oriental ocorre por causa da expansão agrícola e das fazendas comerciais, que consomem os recursos naturais da região. Resta 10% das florestas originais."




9. MADAGÁSCAR E ILHAS DO OCEANO ÍNDICO (África)
Habitat remanescente: 10%
Tipo de Vegetação: Florestas latifoliadas tropicais e/ou subtropicais húmidas


"Trata-se de um hotspot de exemplo da evolução de espécies em isolamento. Apesar de estarem próximas da África, as ilhas não compartilham qualquer grupo de animais do continente e contêm uma exuberante coleção única de espécies. O hotspot possui oito famílias de plantas, quatro de aves e cinco de primatas que não existem em nenhum outro lugar. As mais de 50 espécies de lêmures de Madagascar são os símbolos para a conservação da ilha, apesar de diversas delas já estarem em extinção. É uma das áreas mais prejudicadas economicamente no mundo, com um rápido crescimento populacional que pressiona o ambiente natural. Ameaças crescentes são a agricultura, a caça, a mineração e a extração não sustentável de madeira. A preservação dos 10% de hábitat original restantes é importante, uma vez que metade da população não tem acesso adequado à água doce."




10. FLORESTAS DE AFROMONTANE (África Oriental)
Habitat remanescente: 11%
Tipo de Vegetação: Florestas latifoliadas tropicais e/ou subtropicais húmidas; Savanas e Vegetações de Montanha


"Se concentra nas montanhas distribuídas ao longo da extremidade oriental da África, desde a Arábia Saudita ao norte até o Zimbábue ao sul. Apesar de geograficamente dispersas, as montanhas têm flora extraordinariamente similar. O gênero de árvore mais frequente é o Podocarpus. Uma zona de bambu é normalmente encontrada entre as altitudes de dois e três mil metros, acima da qual existe uma zona de floresta Hagenia, até uma altitude de 3.600 metros. O Vale do Rift abriga mais mamíferos, aves e anfíbios endêmicos do que qualquer outra região da África. Devido aos grandes lagos da região, há 617 espécies endêmicas peixes de água doce. A principal ameaça a essas florestas é a expansão da agricultura, especialmente com grandes plantações de banana, feijão e chá. O crescente mercado de carne, que coincide com o aumento da população, também poe em risco a região, com apenas 10% de seu hábitat original remanescente."


24 setembro 2010

Observação de Aves - Sagres


Milhares de aves passam anualmente por Sagres, na sua migração para sul. Aves de rapina, marinhas, aquáticas, passeriformes, entre muitas outras, dão vida às paisagens desta região, uma das mais importantes do país a nível ornitológico, e não só.
Entre Agosto e Novembro, é possível observar mais de 150 espécies, ocorrendo em Outubro um dos principais picos de abundância.
Por isso, junte-se a nós, participe no Festival de Birdwatching de Sagres e venha admirar a natureza alada desta região.