Mostrar mensagens com a etiqueta Parque. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Parque. Mostrar todas as mensagens

28 dezembro 2012

Requalificação da Ribeira das Naus, Lisboa


"O espaço da Ribeira das Naus é um espaço mítico na identidade nacional e local. Em parte produzido pelo imaginário colectivo, em parte pela cultura oficial. O mito está ligado à fábrica naval que operou neste lugar, e que terá produzido ao longo de séculos, embarcações de diversos tipos. O mito articula a certeza da produção das Naus, com a possibilidade de estas terem sido protagonistas do movimento de descoberta de rotas universais, e de um primeiro fenómeno de globalização impulsionado por Portugal."


É a partir da tensão entre os diversos elementos presentes no espaço da Ribeira das Naus (conjunto edificado, doca seca) com os diversos estratos geometricamente negativos em relação à cota de superfície actual (doca do Arsenal, paredões de varadouro) que se configura o desenho proposto. 



A revelação e a integração destes elementos fósseis, parcialmente enterrados e potencialmente determinantes do carácter do espaço, constituem o processo de recriação da Ribeira das Naus. A arquitectura deste espaço da Paisagem da Margem de Lisboa consiste então na contraposição de elementos fosseis com elementos contemporâneos, com o duplo sentido de revelação dos diversos tempos do mesmo lugar (cultura do espaço da cidade) e de acção na utilização do espaço público (circulação, permanência, contemplação, infra-estrutura).



Ficha Técnica:
Localização

Lisboa, Portugal
Área
52.000 m2
Cliente
Frente Tejo
Concurso 1º Prémio, com João Gomes da Silva
Coordenadores de projecto
João Ferreira Nunes
Carlos Ribas
Arquitectura
Miguel Chalbert
Consultores
Consulmar
Centro de História de Além Mar


Fonte: PROAP

07 agosto 2012

Parque Natural da Ria Formosa

O Parque Natural da Ria Formosa caracteriza-se pela presença de um cordão dunar arenoso litoral (praias e dunas) que protege uma zona lagunar. Uma parte do sistema lagunar encontra-se permanentemente submersa, enquanto uma percentagem significativa emerge durante a baixa-mar. A profundidade média da laguna é de 2 m.

Este sistema lagunar de grandes dimensões – estende-se desde o Ancão até à Manta Rota – inclui uma grande variedade de habitats: ilhas-barreira, sapais, bancos de areia e de vasa, dunas, salinas, lagoas de água doce e salobra, cursos de água, áreas agrícolas e matas, situação que desde logo indicia uma evidente diversidade florística e faunística.

A pesca e as necessidades de defesa são duas das razões que juntaram os homens neste Sotavento Algarvio: Cacela, dominada pela sua fortaleza setecentista; Tavira, que já foi romana e árabe; a Fuzeta, que se originou num arraial de mareantes; Olhão, uma cidade que parece transposta de um qualquer Norte de África; Faro, provavelmente a Ossonoba de que falavam os antigos.


A zona lagunar do Sotavento algarvio apresenta um óbvio valor ecológico e científico, económico e social e, desde há muito, está sujeita a pressões da mais variada ordem ou não fosse o Algarve o mais importante destino turístico em Portugal.

O Decreto-Lei nº 373/87, de 9 de Dezembro, criou o Parque Natural da Ria Formosa traçando-lhe como objectivos primeiros a protecção e a conservação do sistema lagunar, nomeadamente da sua flora e fauna, incluindo as espécies migratórias, e respectivos habitats.
Ainda, pela necessidade de compatibilizar a protecção do património natural e cultural e um desenvolvimento socio-económico sustentado também foram contemplados objectivos relacionados com: o apoio a actividades económicas tradicionais e a outras desde que compatíveis com a utilização racional dos recursos; com a promoção de actividades de recreio, lazer e turismo, tendo em conta as particularidades da área protegida e a sua capacidade de carga; e ainda, não menos importante, com a implementação de infraestruturas vocacionadas para a educação ambiental, de forma a sensibilizar a população residente e os visitantes para a necessidade de preservar os valores naturais e culturais e de que o Centro de Educação Ambiental de Marim é um excelente exemplo.



Quando Visitar o PNRF?

O Parque Natural da Ria Formosa pode ser visitado durante todo o ano, variando as melhores épocas de visita com os objectivos da mesma.
Se o motivo da visita forem os valores culturais, qualquer época do ano é conveniente, embora o Verão seja de evitar para aqueles que procuram alguma tranquilidade.
Por outro lado, para quem procura conhecer os valores naturais e em particular a fauna, então o Outono e o Inverno são as épocas preferenciais.
A maior parte das espécies animais existentes na Ria Formosa é dificilmente observável, à excepção das aves. Por isso, são as aves, o seu voo, o seu colorido particular, que atraem desde logo a atenção de todos.
Do ponto de vista da avifauna a Ria Formosa assume uma importância decisiva atendendo a que representa uma zona de descanso para aves migradoras, local de invernada para um número considerável de aves aquáticas, local de nidificação para as que chegam na Primavera ou fazem da Ria Formosa o seu habitat permanente.

Clique em 'Ler Mais' para ver algumas fotografias do Parque Natural da Ria Formosa da zona de Tavira e Pedras del Rei...

04 agosto 2010

Parque de Monserrate - Sintra



O Parque de Monserrate, outrora quinta de pomares e culturas, existe como tal desde o séc. XVIII, quando Gerard DeVisme alugou a quinta à família Melo e Castro, sua proprietária. Desde então, todos os que se seguiram - William Beckford, a família Cook, o Estado Português e, finalmente, desde Setembro de 2000, a Parques de Sintra-Monte da Lua, S. A. - esforçaram-se por criar um maravilhoso jardim botânico, ímpar nas suas características.




Crucial no seu desenvolvimento esteve o que se viria a tornar o 1º Visconde de Monserrate, Francis Cook. Juntamente com o pintor paisagista William Stockdale, o botânico William Nevill e o mestre jardineiro James Burt, criaram-se cenários contrastantes que se sucedem ao longo de caminhos sinuosos por entre ruínas, recantos, cascatas e lagos, sugerindo, através de uma aparente desordem, o domínio da Natureza sobre o Homem. Assim, e contando sempre com a presença de espécies espontâneas de Portugal (medronheiros, azevinhos, sobreiros, entre outros), organiza o jardim com colecções de plantas de espécies oriundas dos cinco continentes, propondo-nos um passeio pelo mundo: fetos e metrosíderos evocam a Austrália; agaves, palmeiras e yucas recriam um cenário do México; rododendros, azáleas, bambus para o jardim do Japão. No total contabilizaram-se mais de duas mil e quinhentas espécies!

Mais informações sobre o parque (assim como preços, horários, etc.) Aqui!