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31 dezembro 2012

Plantas de Interior

Cuidados a ter com as plantas de interior


Deve-se escolher plantas para as condições de humidade e iluminação existentes no espaço para onde se destinam. Maior parte das plantas requerem pouca atenção a não ser alguma rega e de vez em quando fertilizante.




Luz

Quase todas as plantas requerem luz filtrada e não directa, a intensidade da luz diminui bastante conforme estamos mais afastados das janelas, apesar de não darmos por isso pois os nossos olhos compensam automaticamente este facto.
Pouca luz resulta numa fraca fotossíntese, com consequência na planta a ficar cada vez mais fraca sem possibilidade de repor as folhas e flores que vão morrendo. Demasiada luz pode também secar plantas que são na sua generalidade de climas tropicais.
No Inverno as plantas ganham vantagem se forem mudadas para locais mais luminosos devido a diminuição de luminosidade no exterior.

Temperatura

Plantas em casa gostam de temperaturas amenas sem grandes oscilações, o que durante o Inverno se pode tornar num problema devido aos aquecimentos centrais. Plantas devem ser afastadas dos radiadores, e evitar grandes flutuações da temperatura de dia com a de noite.



Clima

Plantas tropicais na sua generalidade gostam de climas húmidos, a colocação de uma bandeja com gravilha humedecida e com as plantas em grupo cria um microclima ideal para este tipo de planta. Os aquecedores no Inverno diminuem muito a humidade no ar.

Água

Água é uma das principais razões da destruição de muitas das plantas de casa, existe uma tendência para se regar em demasia que provoca a podridão das raízes, o solo deve estar ligeiramente húmido a tempo inteiro sem se deixar secar totalmente. As folhas com pontas e margens acastanhadas indicam normalmente que o composto ou a atmosfera está demasiado seca, usar sempre água morna para evitar choques de temperatura. Para plantas sazonais esta é uma altura de repouso quando a rega e a alimentação são praticamente extintas.




Fertilizante

Fertilizantes líquidos são normalmente os mais aconselhados para plantas de interior, um com nível de potássio mais elevado para plantas com flor em vaso, ou um mais balançado para plantas apenas de folhagem. Plantas devem ser apenas alimentadas quando estão activamente a crescer, normalmente entre Março e Setembro, plantas com flores apenas quando já têm rebentos ou flores. Fertilizantes especializados para certo tipo de plantas estão disponíveis no mercado.

Vasos

Em média depois de 1 a 2 anos as plantas precisam de ser mudadas para vasos maiores para manter um crescimento saudável, ao efectuar esta mudança a planta deve ser regada primeiro e deixar drenar, depois mudar para o vaso maior com o mesmo tipo de composto do anterior, mudar de vaso só quando realmente precisa.

Jardins Interiores


Cada vez mais o exterior e o interior de uma habitação fundem-se criando um ambiente único, onde o jardim e a sala-de-estar coabitam no mesmo espaço.
Plantas ajudam a naturalizar ambientes, arquitectura mais contemporânea cria melhores condições para jardins interiores, o facto de as janelas serem de grandes dimensões, os espaços tornam-se mais iluminados naturalmente desenvolvendo situações onde a implementação de espaços verdes interiores é possível. Assim como um melhor isolamento da casa torna a temperatura ambiente mais estável logo mais vantajoso para as plantas.



O sector de design de interiores e arquitectura tem vindo a explorar o uso de plantas, jardins verticais usados para cobrir paredes inteiras são um dos exemplos, em Hampton Court deste ano foi apresentado um jardim numa casa de banho, outro exemplo apresentado durante uma feira de decoração em Vancouver.

A nível comercial e de espaços públicos jardins interiores fazem já parte de um grande número de edifícios e centros comerciais que usam este método para naturalizar ambientes muitas vezes hostis e frios. O jardim de Inverno de Sheffield, no Reino Unido, é um dos maiores da Europa, exemplo perfeito da adaptação das plantas tropicais.


Jardins interiores podem facilmente ser apenas um grupo de vasos, de diferentes tamanhos para dar uma certa dinâmica, a escolhas das plantas e dos vasos e no entanto muito importante. Cactos são uma opção para criar espaços verdes mais facilmente, a altura de solo é mínima e existem vasos no mercado ideias para este tipo de vegetação.

Terraços interiores com clarabóias ou marquises são sítios ideais para explorar combinações de plantas e por que não até trepadeiras para criar um ambiente verdadeiramente de jardim.

Fonte Revista Tudo Sobre Jardins Fotografia D.R.

30 dezembro 2012

Red Beach @ Panjin, China


Red Beach está localizada em Panjin, província de Liaoning, no nordeste da China. É o maior e melhor protegido Sapal do mundo, com raros e preciosos pântanos de algas vermelhas (e não só). A maior parte do Sapal é Reserva Natural. As zonas húmidas bem preservadas também são o lar de um grande número de aves selvagens, incluindo o Grou Japonês.


29 dezembro 2012

Herb Pack



João Amaro, arquitecto paisagista (e colega) é um exemplo de um dos jovens empreendedores que surgem cada vez mais nos dias de hoje. O produto que vos mostro, o Herb Pack, foi todo desenvolvido e pensado pelo João, é bastante útil e prático assim como esteticamente bem elaborado.

"Os herbpacks são vasos feitos de tecidos permeáveis, geotexteis, resistentes ao apodrecimento e aos raios UV. São excelentes para as plantas porque permitem as raízes respirar ao mesmo tempo que não deixam a terra encharcar. Podem ser usados nas janelas, para decorar a fachada e ter as ervas sempre à mão. São uma excelente opção para fazer pequenos "canteiros" verticais em pátios e varandas."







Para encomendar basta enviar um email para joao.a@live.com ou então uma mensagem na pagina oficial do Facebook. cada Herb Pack (imagem abaixo)  inclui: 3 "vasos", 1 gancho de estendal e 3 pacotes de sementes.


27 dezembro 2012

Tipos de relvados e espécies mais utilizadas

De uma forma informal podemos considerar os seguintes tipos de relvados:

  • Relvado ornamental – interessa sobretudo o aspecto e menos o pisoteio. É exigente na drenagem, na rega, no solo e nos cortes;
  • Relvado de lazer e recreio – para amadores e parques públicos mais ou menos pisoteados em que a manutenção deve ser fácil e económica e o relvado adaptado ao tipo de solo, clima e a um pisoteio leve;
  • Relvado para desporto – destinado a superfícies onde ocorram jogos e desportos ao ar livre. Devem ser resistentes ao pisoteio e de regeneração rápida após uso intensivo que os degradem. Devem ter boa drenagem, serem sólidos, resistentes e económicos;
  • Relvado de revestimento – para revestir áreas desprovidas de vegetação, fixar pendentes e reduzir a erosão (pedreiras, áreas degradadas, taludes de auto-estradas, vias férreas, escombreiras, dunas em situações de clima de características atlânticas).

Relativamente às espécies de plantas utilizadas em relvados, são na sua maioria da família Gramineae, esta compreende 700 géneros e 8 a 10 000 espécies, sendo as mais usadas, entre outras, as seguintes:

Agrostis








Este género tem 100 a 200 espécies distribuídas por todas as regiões do mundo, exceptuando a zona tropical, das quais 15 em França.


Todas as espécies apresentam as seguintes características:
  • produção de 15 000 a 20 000 sementes/grama,
  • implantação relativamente lenta,
  • originam um relvado denso de folhagem fina (semelhante ao Lolium perenne),
  • pode ter um corte raso (0,3 cm),
  • tem um comportamento estival e invernal medíocre,
  • apresentam de uma forma global boa resistência às doenças, pese embora uma certa sensibilidade à Gerlachia nivalis (fusariose),
  • tolerância ao pisoteio medíocre.

Agrostis tenuis (A. capillaris)
Espécie originária das regiões temperadas do Hemisfério N, mas também repartida pelo Hemisfério S, vivaz, glabra, que possui rizomas e emite estolhos. As folhas são estreitas.

Agrostis stolonifera
Trata-se de uma espécie das zonas temperadas do Hemisfério N, vivaz, glabra, de folhas largas, com nervura bem marcada e bainha rosa lilás e que emite estolhos. Razoável comportamento invernal. Muito utilizada nos “green” dos campos de golfe.

Cynodon

Cynodon dactylon
Esta espécie, originária de regiões quentes e secas, é vivaz, rizomatosa e emite estolhos. De origem tropical, é espontânea em vários países e combatida como infestante (na agricultura). 
Existem variedades que formam um relvado muito denso e que pode ser cortado raso. Muito resistente às doenças e ao pisoteio, capaz de se manter verde no Verão, mesmo com pouca água. 
Como inconvenientes o facto de ter um grande período de dormência, de Novembro a Abril, e de ter de ser plantada por estolhos nas variedades de boa qualidade, que são estéreis. A espécie, ela própria, forma um relvado medíocre.

Festuca


O género Festuca envolve uma centena de espécies.

Festuca arundinacea
Esta espécie é vivaz, e nas zonas temperadas possui folhas largas, glabras com as bordaduras rugosas e ásperas ao tacto e a base do caule apresenta uma coloração vermelha violácea. Existem dois tipos de cultivares, o europeu e o mediterrânico, os mais utilizados nos relvados, uma vez que esta espécie era sobretudo utilizada como planta forrageira.

Festuca rubra
É também uma espécie vivaz de folhas finas, estreitas e brilhantes, de bordadura finamente ciliada, com a base do limbo peluda. São comercializadas as seguintes 3 subespécies, de implantação lenta, que formam um relvado denso de folhas finas, de crescimento moderado, que podem ser cortadas rasas (de 0.5 a 1 cm) e de comportamento satisfatório à sombra:
  • F. r. ssp. commutata (afihamento), tem um mau comportamento estival em condições de secura, médio a mau comportamento ao pisoteio e uma boa resistência às diferentes doenças, embora uma certa sensibilidade à Laetisaria fuciformis (“fil rouge”) e à Puccinia graminis (ferrugem negra).
  • F. r. ssp. trychophylla (rizomas curtos e estolhos) (semi-rastejante), permanece com bom aspecto mesmo em períodos de seca no Verão, desde que não exceda um mês. No Inverno tem um bom comportamento, embora tenha uma certa sensibilidade à Helminthosporiose. É mais tolerante do que a anterior ao pisoteio.
  • F.r. ssp. rubra (rizomas compridos e estolhos) (rastejante) tem um aspecto, no período estival, intermédio entre os dois anteriores, mas em casos de seca prolongada é a que se comporta menos mal. É a que tem pior comportamento em relação ao pisoteio. Em termos de qualidade de relvado é geralmente inferior às duas anteriores. Manifesta sensibilidade ao “fil rouge” e à Helminthosporiose mas é resistente à ferrugem negra.

Festuca ovina
Espécie vivaz produtora de folhas muito finas sendo a mais interessante para ser utilizada em relvados por questões de custo. Existem 2 subespécies:
  • F. ovina ssp. duriuscula
  • F. ovina ssp. tenuifolia
Características da espécie e das duas subespécies:
  • uma implantação lenta e difícil, de folhagem muito fina, de crescimento fraco, mas que podem subsistir em condições de solo e de clima difíceis;
  • médio comportamento invernal e estival;
  • resistência muito satisfatória às doenças excepto à Helminthosporiose;
  • má resistência ao pisoteio o que a torna contra-indicada para relvados desportivos.

Lolium


O género Lolium compreende 40 espécies disseminadas na Euroásia e África do Norte.

Lolium perenne
É uma espécie vivaz e uma das mais utilizadas face à sua:
  • grande facilidade de implantação em todas as estações do ano;
  • boa tolerância ao pisoteio, que fazem dela a espécie base de um relvado a ser usado intensivamente.
Existem 2 doenças que atacam esta espécie:
  • Puccinia coronata (“rouille coronnée”) sobretudo no Verão, não é uma doença grave, salvo o seu aspecto estético;
  • Laetisaria fuciformis (“fil rouge”) presente sobretudo quando o relvado se encontra numa situação desfavorável (nutrição azotada insuficiente ou desequilibrada) qualquer que seja a estação. É uma doença muito mais grave que a anterior, pois em caso de ataque importante o relvado pode desaparecer e os meios de luta são ainda insuficientes.

Phleum


Phleum bulbosa (P. Bertolonii)
Espécie da parte temperada do Hemisfério N, vivaz, que emite estolhos, glabra, com folhas largas, moles, de cor verde acinzentada clara. Possui um bolbo muito pronunciado na base do caule.
Esta espécie é mais utilizada que o Phleum pratense, por ter a folhagem mais fina, mais densa e ser de crescimento mais lento. Produz muito poucas sementes.
Das espécies utilizadas em relvado esta é a mais perene:
  • fácil de implantação;
  • bom aspecto invernal;
  • boa tolerância ao pisoteio e às doenças;
  • porém tem um aspecto estival medíocre em períodos de seca e ou de calor (dormência), preferindo os solos bem drenados;
  • muito utilizada em relvados desportivos.

Phleum pratense
Trata-se de uma espécie originária da parte temperada do Hemisfério N, vivaz, de folhas mais largas do que a espécie anterior, moles e de cor verde pálido fosco. Acomoda-se a situações húmidas.

Poa


O género Poa engloba 250 a 300 espécies, consoante os autores, das quais 23 ocorrem em França.

Poa pratensis
Originária do Hemisfério N, esta espécie é vivaz, rizomatosa, com folhas mais ou menos largas, glabras e as extremidades terminam em forma de proa de barco. De cada lado do limbo há 2 linhas paralelas.
Esta espécie tem uma implantação difícil, recomendando-se a sua sementeira no fim da Primavera e no Verão. Proporciona um relvado relativamente denso, de folhagem grosseira e de crescimento fraco.
Os comportamentos estival e invernal, bem como a resistência às doenças e ao pisoteio varia com os cultivares.
A característica mais favorável a reter diz respeito à tolerância ao arranque, o que justificará a sua utilização em relvados desportivos.
A Poa pratensis é uma boa espécie para a zona mediterrânica, se fôr regada.

Pennisetum


Pennisetum clandestinum
Trata-se de uma espécie sub-tropical, com propagação fácil e usualmente por estolhos e tem um crescimento muito rápido, “fechando” mais depressa do que o relvado de escalracho. As folhas e os caules têm uma coloração verde mais clara do que o escalracho (Stenotaphrum secundatum). É pouco conhecida e por isso pouco divulgada.
Exige uma rega mais frequente do que o escalracho mas não tem a maior parte das desvantagens deste.

Stenotaphrum


Stenotaphrum secundatum
É uma planta sub-tropical e que só deve ser plantada a partir de Março-Abril; no Norte do país, só mais tarde. Propaga-se por estolhos superficiais e para se obterem folhas mais estreitas temos de a aparar frequentemente. São preferencialmente os estolhos com cerca de 15-20 cm de comprimento que se devem usar para plantar.
Vantagens:
  • resiste bem à seca;
  • resistente à salsugem.
Inconvenientes:
  • exige muita mão de obra (plantação manual) o que fica caro;
  • necessita de mondas nos primeiros 3 – 4 meses até “fechar” completamente;
  • é afectado pelas geadas, ficando com um tom acastanhado;
  • se houver descuido nos cortes e o escalracho crescer muito, depois de cortado fica esbranquiçado e, posteriormente, acastanhado devido à queima dos tecidos pelos raios solares;
  • é invasor, entrando em concorrência com as plantas vizinhas (herbáceas e arbustos);
  • possui raízes fortes capazes de levantar as lajes e os lancis dos caminhos ao fim de algum tempo de instalado;
  • as folhas provocam pequenos cortes na pele das pessoas.

Utilização e Misturas

Actualmente utilizam-se misturas de espécies para obter um bom relvado. 
As espécies são escolhidas em função do tipo de:
  • utilização;
  • clima;
  • solo.

Actualmente 85% da quantidade de sementes comercializadas pertencem às seguintes espécies:
  • Lolium perenne 40%
  • Festuca rubra 30%
  • Poa pratensis 15%
  • Festuca arundinacea 5%
  • Festuca ovina 4%
  • Agrostis tenuis 3%

Há alguns anos atrás era costume utilizarem-se misturas de 6 a 10 espécies. Actualmente utilizam-se apenas 2 a 4 espécies diferentes sobretudo para evitar que as espécies tenham comportamentos muito diferentes como a velocidade de germinação, implantação e crescimento.

Outros objectivos que pesam na escolha das espécies de um relvado:
  • estéticos;
  • resistência ao pisoteio;
  • económicos (baixa manutenção).



Relvado ornamental
Essencialmente de motivação estética, relvado denso e cortes rasos:

mistura A 
Festuca rubra commutata 33%
Festuca rubra trycophylla 33%
Festuca ovina 34%

mistura B 
Agrostis tenuis 5-10%
Festuca rubra 90-95%

mistura C 
Festuca rubra 66%
Lolium perenne 34%

Relvados de jardins privados
É o tipo de relvado mais utilizado nos jardins privados em que as motivações são sobretudo de ordem estética e utilitária:

mistura A 
Lolium perenne 50%
Festuca rubra 50%

mistura B 
Lolium perenne 33%
Festuca rubra 33%
Poa pratensis 34%

mistura C 
Festuca rubra 33%
Festuca ovina 33%
Poa pratensis 34%

mistura D (zona mediterrânica)
Festuca arundinacea 60%
Poa pratensis 40%

Relvados para jardins públicos

mistura A 
Lolium perenne 40%
Poa pratensis 60%

mistura B 
Lolium perenne 20%
Festuca arundinacea 80%

mistura C 
Festuca arundinacea 60%
Poa pratensis 40%

mistura D (região mediterrânica)
Cynodon dactylon 50%
Poa pratensis 50%

mistura E (região mediterrânica)
Cynodon dactylon 40%
Festuca arundinacea 60%

Relvado para campos desportivos
As espécies utilizadas devem possuir resistência ao pisoteio e ao arranque:

mistura A 
Lolium perenne 33%
Poa pratensis 67%

mistura B (região mediterrânica)
Festuca arundinacea 60%
Poa pratensis 40%

“Relvado” para estabilização de taludes
Não se pode falar propriamente de um relvado uma vez que a manutenção não envolve nem corte nem fertilização, mas sim o revestimento vegetal (taludes de autoestrada, de estrada, etc.) É desejável recorrer, além de espécies da família das Gramineae, a géneros da família Leguminosae (Trifolium, Medicago, Coronilla, Spartium, Retama, Ononis, etc.).

mistura para áreas muito declivosas
Bromus sp.
Lolium multiflorum

mistura para áreas pouco declivosas
Agrostis sp.
Festuca sp.

  • SOCIÉTÉ FRANÇAISE DES GAZONS, 1990. L’Encyclopedie des Gazons. Éditions S.E.P.S.
  • LECOQ, N., 2012. Vegetação no Espaço Urbano. ISA

08 agosto 2012

Vegetação Dunar





As condições de formação e a dinâmica geomorfológica das dunas revelam que estas são estruturas instáveis. A proximidade do mar actua como factor fortemente selectivo na instalação e crescimento da sua vegetação.
Aparentemente simples, este meio é, na realidade, deveras complexo e precário. 

      

Não é por acaso que, no lado virado ao mar, se observa tão grande pobreza florística: as plantas costeiras estão sujeitas a ventos fortes carregados de partículas de sal, a luminosidades excessivas, a amplitudes térmicas que vão do sol escaldante do verão ao frio cortante do inverno. Isto provoca apreciável transpiração na planta, o que, conjugado com a grande permeabilidade do solo dunar, que deixa infiltrar rapidamente a água que nele cai, irremediavelmente a condena a um ambiente hostil de xerofitismo, ou seja, a um ambiente em que prevalecem as condições de secura. 
A esta é preciso resistir, para sobreviver. E, na verdade, as plantas psamófitas, que vivem nas areias, sobrevivem porque desenvolveram adaptações mais ou menos profundas que impedem sobretudo as perdas excessivas de água. Todavia, não é só contra a dessecação que a planta luta; ela tem também que fazer frente ao soterramento, quando os ventos fortes ou constantes, vindos do mar, empurram as areias da praia para o interior. 

A primeira duna que se nos depara, chamada anteduna ou duna avançada, relativamente baixa e bastante instável, mostra, na parte virada ao mar e quase ao limite superior das marés, uma associação de Cakile maritima e Salsola kali. Já mais para o topo, Elymus farctus e, por vezes, Euphorbia paralias Euphorbia peplis. 


      

A vegetação nesta estreita faixa está muito espaçada e o vento movimenta facilmente as areias, que arrasta para o interior; não obstante a curta distância transposta, o novo local onde elas se depositam é mais acolhedor, sofre menos severamente os efeitos do vento e a aragem chega lá menos salgada. 
Criam-se condições, se não favoráveis, pelo menos mais favoráveis para a fixação de outras plantas; por sua vez, estas vão, por modos diversos, reter mais areias.
Juntamente com Elymus farctus surge agora a outra grande edificadora de dunas e pioneira na sua colonização: Ammophila arenaria, vulgarmente chamada estorno. Acompanham-na ainda Euphorbia paralias e já podem aqui ver-se os cordeirinhos da praia, Otanthus maritimusAssim cresce a duna, com composição florística mais rica e variada. 
Atingido o topo podem encontrar-se Calystegia soldanella, cujas sementes, bastante pesadas, se enterram facilmente, desta forma compensando factores adversos à sobrevivência da espécie, Lotus creticusEryngium maritimumCrucianella maritima,  Pancratium maritimum, a par com Ammophila arenaria que, aliás, cresce um pouco por todo o lado, em povoamentos mais ou menos densos, conforme a área em que se estabeleceu.


Na face interior desta duna e no interdunar que se lhe segue, em terreno já definitivamente fixado, ao lado de algumas das espécies já citadas outras se vêm juntar à lista de psamófitas: Helichrysum italicum, Pseudorlaya pumila, Thymus carnosu, Armeria pungens, Artemisia campestris subsp. maritima, Anthemis maritima, Corynephorus canescens, Linaria lamarckii, Linaria pedunculata, Reichardia gaditana, isto para mencionar apenas as mais abundantes ou conspícuas. 
Não será demais salientar que Thymus carnosus é um endemismo português, quer dizer, esta planta existe exclusivamente em Portugal e somente no Alentejo e Algarve. É aquele pequeno tufo verde escuro, de porte amoitado, que, mais do que qualquer outra planta das dunas, quando esmagado deixa à sua volta um intenso e agradável perfume um tanto semelhante ao da lavanda.



As areias fixadas do interdunar oferecem boas condições para o crescimento de prostradas, de sistema radicular bastante curto, folhas em regra pequenas, que se espalham em amplas manchas arredondadas. São exemplos Paronychia argentea, Ononis variegata, Medicago littoralis, Polygonum maritimum ou Hypecoum procumbens, outra espécie que ocorre apenas no Algarve.

No limite para o sub-bosque salientam-se Anagallis monelli, bonita prostrada de flores intensamente azuis, Linaria spartea, Scrophularia frutescens, Cleome violacea, Corrigiola littoralis, Aetheorhiza bulbosa e Pycnocomon rutifolium, esta também confinada ao Algarve e alguns poucos mais locais da Europa mediterrânica.


Fonte: Instituto da Conservação da Natureza

20 agosto 2010

Sementes de Strelitzia nicolai

Enquanto passeava encontrei um exemplar de Strelitzia nicolai que estava repleto de sementes, então aproveitei para recolher algumas. Pelo que sei as sementes do género Strelitzia tem uma duração curta e perdem o seu poder germinativo em relativamente pouco tempo (6 meses mais ou menos) portanto já andei a pesquisar um pouco na net para saber mais sobre como semear e fazer germinar estas sementes para poder aproveita-las a todas =P

Flor de Strelitzia nicolai


A forma mais indicada para propagar a Strelitzia nicolai é através dos rebentos que nascem em torno da planta mãe, no entanto eu no meio da avenida não iria arrancar nenhum rebento à planta até porque as pessoas já olhavam de forma escandalosa apenas por eu estar a retirar as sementes.. Assim sendo irei tentar propaga-la através de sementes.. 
É claro que, uma planta destas propagada por sementes, provavelmente, só dará flor daqui a uns 10 anos. No entanto a planta em si já é bastante bonita e portanto a flor será apenas um bónus que surgira mais tarde.

Para começar devemos retirar a "penugem" laranja que envolve as sementes de forma parcial. Em seguida colocam-se em agua morna durante 3 ou 4 dias mais ou menos (mudando a agua todos os dias) e por fim vão para a terra. O substrato deverá manter-se sempre húmido, deve ser uma mistura de partes iguais com areão de rio e substrato universal e deve ser colocado num sitio quente e à sombra. A germinação pode demorar entre 1 mês ou ir até 1 ano, dependendo da humidade, temperatura, etc.

26 julho 2010

Top 10 – Plantas Invasoras em Portugal

Tal como o título indica, vou mostrar-vos o top 10 de plantas invasoras em território nacional. 

São chamadas de plantas invasoras aquelas que são oriundas de outra região ou bioma, e que se adaptam e proliferam com elevada rapidez e sucesso no novo ambiente, competindo com as espécies nativas por nutrientes, luz solar e solo. Essa competição leva à destruição e posteriormente à possível extinção das espécies nativas presentes em determinado ambiente. Existem espécies de plantas invasoras que aumentam em muito a quantidade de material combustível acumulado, tornando os ambientes onde se encontram mais susceptíveis ao fogo. (Adaptado de Wikipédia). 

A maioria das espécies invasoras que vos vou mostrar a seguir fazem-se “acompanhar” de diversos decretos de lei que proíbem o seu manuseio, transporte, multiplicação, venda, etc. Infelizmente isto não é cumprido e já as encontrei quase todas à venda em viveiros, hipermercados ou estufas, e isto é lamentável, no entanto, continua a acontecer. Cabe-nos a nós, portanto, o dever moral de cumprir esses decretos de lei e não continuar a comprar estas plantas. É importante todos terem conhecido de quais são as espécies consideradas invasoras ou não. (imaginem o que seria comprar crocodilos e tigres... é quase o mesmo). Lembrem-se que ao continuar a produzir e propagar espécies invasoras estamos a contribuir para a destruição da Flora nativa de Portugal, que inclui um grande leque de espécies indígenas e autóctones

Aconselho-vos a espreitarem este site para também se informarem melhor, até porque as espécies consideradas invasoras não são apenas 10: Plantas Invasoras em Portugal. 


1 – Acacia spp. 



16 julho 2010

Como fazer um Herbário?

Bem um herbário é algo muito útil e divertido de se fazer, para além de ser bastante simples. É uma óptima actividade para se fazer com crianças, ensinar-lhes um pouco mais sobre plantas e ao mesmo tempo tentar sensibiliza-las sobre os problemas do meio ambiente e mostrar a importância da Flora no nosso planeta.
Vejam em baixo um passo-a-passo de como fazer o vosso próprio herbário!



Como fazer um Herbário... 

13 julho 2010

Weird...

E que tal umas plantinhas destas em casa? era bonito... =P

09 junho 2010

Vertical Garden II

Olá a todos! Bem no primeiro post que fiz sobre Jardins Verticais falei-vos mais concretamente do modelo criado por Patrick Blanc, no entanto, jardim vertical não é só e apenas a criação daquela estrutura combinada com a utilização de plantas epífitas. Um jardim vertical pode ser algo bastante mais simples tal como 3  árvores empilhadas numa estrutura vertical ou até mesmo uma simples parede de uma casa abandonada coberta e invadida por heras ou até mesmo infestantes. por isso mesmo hoje decidi trazer-vos outros exemplos de Jardins Verticais. Espero que gostem =)

1. Puppy de Jeff Koons - Bilbao
Puppy, é um modelo tridimensional mais divertido de um tradicional parterre floral, apresentando uma cobertura sazonal de variadas herbáceas anuais e perenes. Mais sobre o artista Aqui.


2. Wild Tower de Edouard François e Patrick Blanc - Paris
 

Inicialmente uma estrutura em cimento que tinha como função a ventilação de um parque de estacionamento subterrâneo, foi transformada numa enorme chaminé verde. Aqui Edouard François e Blanc utilizaram varias espécies vegetais de trepadeiras, entre as quais, a mais predominante que julgo que quase todos vocês conhecem, a Ipomoea. Para mais informações sobre este projecto cliquem Aqui.



3. Dilston Grove de Heather Ackroyd e Dan Harvey - Londres
                  

E que tal relva? sim, relva a cobrir todas as paredes e tectos. Foi o que fizeram Heather Ackroyd e Dan Harvey, um pouco por todo o mundo, desde Londres, Riga e Houston. São apenas instalações temporárias e já o fazem desde 1990. Podem ver mais sobre este projecto Aqui e sobre os artistas e outros projectos deles Aqui.


4. Ex Ducati de Mario Cucinella - Rimini

 
A fachada do edifício Ex Ducati é coberta por plantas trepadeiras, sob autoria da empresa Mario Cucinella Architects. Entre as plantas escolhidas temos o Jasmim, wisteria e arbustos de roseiras. Segundo os aquitectos, a escolha dos materiais e criação da estrutura "expressa um desejo de criar um canto verde na cidade". Podem ver mais sobre o projecto Aqui.


5. Flower Tower de Edouard François - Paris
  

Grandes vasos com bambus estão incorporados na estrutura do edifício Flower Tower. Construído em 2004. Pessoalmente não o acho muito bonito no entanto gosto da ideia e do tipo de intervenção. Podem ver mais Aqui.


6. ACROS Building de Amilio Ambasz - Fukuoka
 

Os 100 mil metros quadrados no último andar do edifício ACROS são definitivamente únicos. O edifício de 18 andares tem 15 terraços que podem ser escalados até ao topo. Os terraços são destinados a promover um ambiente sereno e tranquilo no meio da cidade, com grande variedade de plantas verdes e até algumas cascatas e lagos de pequena dimensão para intensificar o efeito relaxante do extraordinário exterior do edifício. Mais detalhes sobre o projecto Aqui.


7. Z58  de Kengo Kuma - Shanghai


Localizado no Fanyu Road, uma rua calma, com vista para uma vila construída para a família Yatsen Sol em 1930 no lado oriental da cidade dinâmica de Xangai, o projectot ransforma e converte uma antiga fábrica de relógios em três níveis. Kuma mantém a estrutura original de cimento e cria três novas principais estruturas de divisão. O muro vegetal é uma sequência linear de caixas de aço com revestimento em espelho contendo pequenas plantas tais como a hera (hedera helix). Mais Aqui.

É claro que estes jardins verticais conseguem ser todos diferentes, no entanto todos iguais devido à única coisa em comum: a verticalidade. No entanto não é preciso um arquitecto, um arquitecto paisagista ou um botânico para projectar um jardim vertical. A própria Natureza encarrega-se disso, conseguido criar obras maravilhosas.

06 junho 2010

Vertical Garden


Trazer a Natureza para um ambiente urbano sempre foi um desafio. Uma das soluções mais admirável para este problema é o jardim vertical. Também conhecido por “parede verde”, mais do que uma decoração incomum anexada a uma parede, os jardins verticais são um meio interessante de trazer vida e verdura a um pátio sombrio, a uma rua cinzenta ou a um edifício frio e moderno.

Não contentes com projecções de jardins e cultivação de plantas em terreno horizontal, os criadores dos Jardins Verticais aplicando os princípios da hidroponia e com a criação e utilização de sistemas engenhosos encontraram solução para colonizar o exterior dos edifícios permitindo composições exuberantes de vida vegetal. Ofuscando a banda tradicional das menos versáteis trepadeiras, a extraordinária diversidade de espécies botânicas que prosperam com cultivo hidropónico permite a criação de uma variedade ilimitada de composições que vivem com diferentes texturas, padrões, efeitos cromáticos e aromas.

 O criador do conceito de Jardim Vertical foi Patrick Blanc. Nasceu a 3 de Junho de 1953. Botânico, trabalha no Centro Nacional de Pesquisa Cientifica (França), onde se especializou na flora de florestas subtropicais.

Os princípios que conduziram Patrick Blanc para a criação do seu mur végétal ou jardim vertical estão profundamente enraizados nos seus estudos sobre a vegetação nas florestas tropicais, estes revelaram uma enormidade na biodiversidade da mesma. A área entre o solo e o copado da floresta é ocupada principalmente por plantas epífitas (alimentam-se dos restos de folhas caídas e das aguas da chuva) e parasitas (que se agarram aos troncos e galhos das árvores alimentando-se da sua seiva).

Assim, Patrick Blanc percebeu que tendo os nutrientes necessários ao seu desenvolvimento, estas plantas (epífitas e parasitas) não precisavam de um substrato mas apenas um suporte de sustentação e de água e nutrientes.

O método que Blanc desenvolveu consiste na criação de uma estrutura metálica que é suspensa na parede. Funciona como isolante térmico e sonoro e suporte ao jardim. Em seguida, é fixado um painel em plástico (PVC) que tem como função transmitir rigidez e estabilidade a todo o conjunto. Colocam-se duas camadas de feltro que são afixadas ao PVC e funcionam de “substrato” às plantas. Distribuindo a agua e os nutrientes uniformemente e de forma automática. Funcionam através de um circuito fechado. São dispensadas por um distribuidor localizado no topo da parede e recolhidas (o excedente) numa calha na base do sistema. As plantas são colocadas no feltro, entre as duas camadas, sejam ainda sementes, rebentos ou já desenvolvidas. A densidade é de aproximadamente trinta plantas por metro quadrado.


Algumas das vantagens que se podem ter com a instalação de um Jardim Vertical:

• Promove processos para arrefecimento natural e reduz temp. ambiente;
• Captura de partículas poluentes (CO e CO2) existentes no ar e deposição atmosférica na folhagem das plantas;
• Cria interesse visual;
• Esconde/obscura características visuais desagradáveis;
• Aumenta valor das propriedades;
• Providencia elementos estruturais livres e interessantes, etc.
• Protege os acabamentos exteriores da radiação UV, dos elementos e flutuações de temperatura que desgastam os materiais.

Alguns exemplos de Jardins Verticais, existem imensos, mas eu apenas escolhi 3 para vos mostrar...


1º - Pershing Hall Hotel - Paris



O hotel foi restaurado pelo designer Andrée Putman que transformou um antigo edifício do século XIV num dos mais luxuosos Hotéis de Paris. Foi a primeira vez que se aplicou o sistema de Blanc a uma escala com esta grandiosidade, antes apenas tinha sido aplicado em pequenas porções. Com quase cem metros de altura, o muro verdejante prolonga-se através do edifício de seis andares. A combinação botânica escolhida por Patrick Blanc inclui uma abundância de combinações de plantas exóticas ao lado de plantas de jardim mais comuns. Espécies como Vinca sp., Cotoneaster sp., Ceanothus sp., gramíneas comuns e arbustos ornamentais, como hortênsias, hostas, buddleia, estevas, Fetos e fícus.



2º - Quai Branly Museum - Paris


Em Paris temos outro exemplo. São mil metros quadrados de exuberantes plantas que cobrem a frente de um edifício de 12m de altura. Parte do museu Quai Branly que foi projectado por Jean Nouvel, é coberto por mais um sucesso excepcional de Patrick Blanck. Este Jardim Vertical cobre a principal fachada do museu e consistia em organizar mais de quinze mil plantas. O catálogo das espécies escolhidas inclui cento e cinquenta espécies diferentes do Japão, China, Estados Unidos e Europa central.



3º - C. C. Dolce Vita Tejo - Amadora


Também em Portugal nos surge um exemplo de Jardim Vertical. Mais precisamente no Centro Comercial Dolce Vita Tejo, no concelho da Amadora. Também este criado e elaborado por Blanc há pouco mais de um ano, aquando a construção do centro. Conta com uma área de 900m2.