Mostrar mensagens com a etiqueta arvores. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta arvores. Mostrar todas as mensagens

09 janeiro 2013

Mata Ribeirinha ou Galeria Ripícola

Galeria Ripícola (Def.): Formação linear de espécies lenhosas arbóreas e arbustivas associadas às margens de um curso de água, constituindo um corredor de copas mais ou menos fechado sobre o curso de água.
Fotografia: Miguel Barbosa

Já todos reparámos que a abundância de água permite o desenvolvimento de grandes árvores nas margens dos cursos de água. Por vezes estas formam uma verdadeira cortina ao longo das mesmas e são referidas como Mata Ribeirinha ou Galeria Ripícola.

Maioritariamente constituídas por vegetação arbórea e arbustiva, estas, para além de serem plantas bastante evapotranspirantes, têm também um papel fundamental na estabilização das margens dos cursos de agua, uma vez que as seguram através de acção mecânica das raízes e assim evitam e/ou diminuem os efeitos causados pela erosão da agua nas margens dos rios.

Em Portugal é possível distinguir:

  • LECOQ, N., 2012. Vegetação no Espaço Urbano. ISA
  • CALDEIRA CABRAL, F.; RIBEIRO TELLES, G., 2005. A Árvore em Portugal. Assírio & Alvim, Lisboa

26 dezembro 2012

Carvalhos de Portugal


Espécies arbóreas e arbustivas que acompanham as espécies de carvalhos mais importantes e distribuição das florestas de carvalhos em Portugal Continental 

Todos os elementos aqui referidos foram adaptados da publicação A Árvore em Portugal, dos Professores Dr. Francisco Caldeira Cabral e Gonçalo Ribeiro Telles





Distribuição das florestas de carvalhos em Portugal Continental:


  • CALDEIRA CABRAL, F.; RIBEIRO TELLES, G., 2005. A Árvore em Portugal. Assírio & Alvim, Lisboa, 2ªEdição.
  • BARROS, V., 2000. Florestas de Portugal. Edição Direcção - Geral das Florestas, Lisboa

23 novembro 2012

Dia da Floresta Autóctone [23/11/12]




O termo autóctone é sinonimo de nativo ou indígena, isto é, diz respeito a seres vivos originários do próprio território onde habitam.

Qual a importância das espécies autóctones?
As espécies autóctones estão mais adaptadas às condições edafo-climáticas do território, sendo mais resistentes a pragas, doenças e períodos longos de estio e chuvas intensas, em comparação com as espécies introduzidas.

Sabias que...
Os carvalhais autóctones constituem, apenas, 4% da nossa floresta actual e não possuem qualquer protecção legal, apesar da sua elevada importância ecológica;

As principais ameaças das florestas autóctones são:

  • Incêndios;
  • Pragas;
  • Doenças;
  • Invasão por espécies não autóctones;
  • Cortes prematuros e desordenados.

09 julho 2010

Top 10 – Árvores em Arruamentos de Lisboa

Enquanto caminhante da cidade de Lisboa pude observar que são várias as espécies utilizadas em arruamentos (assim como em pequenas praças ou largos, pequenos espaços ajardinados, etc.) e seleccionar um “top 10” daquelas que me foram surgindo em maior número… Antes de mais devo alertar que este artigo não é um estudo mas apenas uma observação.

A ordem pela qual estão descritas não é por frequência de utilização nem nada que se pareça, estão ordenadas apenas alfabeticamente.





08 julho 2010

Arborização Urbana



Actualmente todos nós temos conhecimento dos benefícios que nos trazem as árvores. Além de embelezarem o ambiente onde estão inseridas, também têm um papel fundamental reduzindo os níveis de diversos tipos de poluição principalmente no meio urbano. Estas absorvem gazes nocivos contidos na atmosfera, tais como o monóxido de carbono e o dióxido carbono, e libertam oxigénio. As suas copas funcionam como uma barreira contra o ruído ou condições climatéricas como o vento, sol ou chuva. Quando o meio urbano se encontra arborizado, torna-se automaticamente num espaço mais saudável, aprazível e atraente. 
No entanto as árvores são deixadas para segundo plano com a desculpa de que as raízes irão destruir as calçadas, calhas, muros, encanamentos, instalações eléctricas, etc. Muitas vezes estes problemas devem-se ao mau planeamento urbano e a escolha inadequada de algumas espécies, assim como locais impróprios. 

Para que esse planeamento seja bem feito é preciso responder a questões fundamentais como: 

  • O que plantar? (qual espécie, variedade, porte) 
  • Como plantar? (quais os procedimentos adequados) 
  • Qual o manuseamento envolvido? (qual a manutenção que a espécie exige, como podas, adubações, desinfecções, etc.) 
  • Onde? (em calçadas, parques, praças, residências, escolas, etc.) 
  • Quando? (em que fase da urbanização, em que idade da muda).

Tipuana tipu

A escolha das espécies vegetais, neste caso das árvores, também deve ter em conta os seguintes critérios: 

  • Dar preferência a espécies nativas: estas oferecem melhor equilíbrio ecológico e abrigo à fauna. Em geral são bem adaptadas ao clima e às condições da região e terão crescimento vigoroso.
  • Resistência a doenças, pragas e poluição: É dispendioso e inadequado o plantio de árvores que necessitem pulverizações periódicas com defensivos.
  • Comportamento de raízes e porte. Embora estejam relacionados, nem sempre as árvores de pequeno porte têm raízes adequadas. Raízes agressivas que levantam o pavimento depois de um tempo e árvores de grande porte devem ser evitadas em calçadas, sob instalações eléctricas e próximo de construções, mas podem ser usadas no entanto e muito bem em espaços públicos amplos, como parques e jardins.
  • Dar preferência a espécies de árvores rústicas, de rápido crescimento ou mudas já bem desenvolvidas, pois nas ruas estas estão sujeitas a vandalismos e predações.
  • Evitar árvores frutíferas, principalmente as exóticas e as de frutos grandes, que podem provocar acidentes na queda e sujar as vias urbanas.
  • Evitar árvores exóticas de potencial invasivo, com facilidade de propagação por sementes (como é o caso do género Acacia, que tem feito grandes estragos em Portugal).
  • Dar preferência a árvores de madeira resistente, evitando assim queda de galhos e troncos durante temporais ou na ocorrência de apodrecimentos.
  • Árvores perenes são preferíveis em cidades de clima quente, já árvores caducas no inverno são interessantes em cidades de clima frio, pois permitem a passagem da luz solar.
  • A copa das árvores escolhidas deve ser adequada ao local do plantio, em formato e tamanho evitando-se assim que esconda a sinalização, danifique automóveis, edifícios e pessoas, interfira nas instalações de cabos eléctricos e de telefone.
  • Evitar árvores de folhas e frutos tóxicos, principalmente em praças, parques infantis ou passeios onde circulem crianças.

01 setembro 2009

Ginkgo Biloba

Olá! Bem hoje venho-vos falar de uma planta que cada vez mais está a ganhar lugar nos nossos jardins e parques públicos, o Ginkgo (Ginkgo Biloba).



O Ginkgo também chamada árvore dos templos, pertence à família das Ginkgoáceas, e constitui um fóssil vivo, já existindo há 300 milhões de anos. Foi uma planta autóctone da Europa central até à 30 milhões de anos, altura que retrocedeu até ao sudeste Asiático. Mede entre 30 a 40m de altura e o perímetro do seu tronco chega a alcançar os 4metros.
As folhas características assemelham-se a um leque feito de ramos, são de uma intensa cor verde, adquirindo uma tonalidade amarelo dourada no Outono. As flores só aparecem decorridos 20 a 30 anos, no mês de Maio.
Os Ginkgos têm uma grande longevidade, podendo viver até 1000 anos, desenvolvendo uma poderosa copa.

Partes utilizadas e princípios activos:
Tanto as folhas dissecadas como os preparados que delas se obtêm, têm aplicação médica, principalmente os extractos secos muito concentrados. Entre os seus princípios activos mais importantes do ponto de vista farmacológico, destacam-se os glicósidos flavónicos e as lactonas terpénicas.
O Ginkgo está indicado em terapias de doenças venosas, é um bom vaso-dilatador, estimulando a irrigação sanguínea, sendo óptimo para quem sofre de mãos e pés frios no inverno, o ginkgo também está indicado em casos de demência, falta de irrigação cerebral, problemas de concentração, e vertigens.
Normalmente apresentam-se à venda extractos sob a forma de comprimidos, gotas ou preparados para chá.