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22 outubro 2012

A evolução silenciosa de Jason deCaires Taylor

Debaixo das águas cristalinas de Cancun, no México, centenas de esculturas de seres humanos atraem nova vida marinha ao fundo do oceano caribenho. É um trabalho conjunto de arte e conservação ambiental, em que as magníficas esculturas da instalação “A Silent Evolution", de Jason deCaires Taylor, se transformam em recifes artificiais para milhares de espécies marinhas.



São 400 esculturas, numa área de 420m2: homens, mulheres e crianças – seres humanos com impressionantes e belíssimas feições faciais. Taylor criou o que ele chama de um museu de arte submarino. www.underwatersculpture.com O projeto é uma iniciativa conjunta entre o artista, o Parque Nacional Marinho e a Associação Náutica de Cancun.

Mas qual o principal objectivo do escultor? As esculturas estão a transformar-se em recifes artificiais no fundo do mar. O Parque Nacional Marinho de Cancun, Isla Mujeres e Punta Nizuc, por exemplo, já estava em processo de degradação devido ao enorme fluxo de turistas – aproximadamente 750 mil por ano. Essa é a região mais visitada por turistas no México. Com a nova área de mergulho, ao redor da instalação A Evolução Silenciosa, o parque nacional caribenho poderá ser poupado e com o tempo, regenerar a vida marinha, já bastante fragilizada. O cimento utilizado nas esculturas é o ideal para o crescimento de coral. 





Apenas 10% a 15% do solo submarino têm sedimentos sólidos que permitem a formação de recifes naturalmente. Para estimular o crescimento e aumento dos recifes, têm sido criadas áreas artificiais com materiais duráveis e seguros ambientalmente. Esses projectos têm se revelado bastante eficientes, o que ajuda a equilibrar o ecossistema marinho e a minimizar a pressão e a destruição dos recifes naturais. Alguns pesquisadores prevêem que até 2050, cerca de 80% dos recifes naturais do planeta irão desaparecer.


Fonte: Planeta Sustentável

19 julho 2011

Aryz

Graffiti é um tipo de arte que ainda sofre certos preconceitos mesmo entre profissionais da área criativa. Alguns artistas não gostam do estilo e acusam-no de desorganizado, borrado e com pouco detalhe. Para contrariar esta ideia surge o artista espanhol Aryz que mostra graffitis espantosos, não só pela dimensão, como também pelas cores e nível de detalhe. 
Actualmente este tipo de arte começa a ganhar bastante força, principalmente pelo facto de transformarem edifícios devolutos, muros e outro tipo de construções abandonadas em verdadeiras obras de arte. Estas peças ganham uma nova identidade e significado, deixam de ser lixo visual para serem precisamente o oposto, em alguns casos, melhorando significativamente o aspecto visual da paisagem em que se inserem. Já aqui tinha referido artistas como o italiano BLU ou os brasileiros GÉMEOS e da intervenção de ambos na Avenida Fontes Pereira de Melo, em Lisboa.

Tive conhecimento do trabalho de Aryz à relativamente à pouco tempo, aqui ficam alguns trabalhos:


06 janeiro 2011

Escola Primária na Dinamarca

O estúdio Bjarke Ingels Group apresentou o seu mais recente projecto, uma escola primária a ser construída na cidade de Asminderod, na Dinamarca. 



Uma encosta ondulada intocada serve como pano de fundo para as futuras instalações da instituição de ensino, tanto das suas salas de aula, como dos espaços dedicados às actividades ao ar livre.


Além de permitir a entrada de luz natural em todos os ambientes, a solução preserva as características do terreno e cumpre com a missão da escola - educar com respeito à natureza.


O arquitecto líder do BIG, o dinamarquês Bjarke Ingels venceu o European Prize for Architecture de 2010, prêmio concedido anualmente pelo European Centre for Architecture Art Design and Urban Studies e pelo The Chicago Athenaeum: Museum of Architecture and Design.

Com apenas 38 anos de idade, Ingels é considerado o principal representante de uma nova geração de arquitectos europeus por realizar projetos que conciliam sustentabilidade e formas surpreendentes. 

O projecto mais celebrado do BIG é um conjunto de 800 apartamentos chamado Mountain Dwellings, concluído no ano de 2008 em Copenhague, cuja solução de teto-verde é copiada em todo mundo.


27 novembro 2010

Parco Pubblico CityLife

INTERNATIONAL PLANNING COMPETITION FOR A PRIVATE PROJECT PARK OF CITYLIFE




The international competition for the design of the CityLife public park concluded on 27 October with the proclamation of the winning project, announced in the presence of the mayor of the city, Letizia Moratti, at the Urban Center.

The competition was won by the project submitted by the landscape design studio Gustafson Porter (United Kingdom) together with !Melk, One Works and Ove Arup, entitled A park between the mountains and the plain.

Proap (Portugal) came second with the project entitled The best of both worlds, and Atelier Girot (Switzerland), came third with the project Radura. The other design groups participating in the competition were: Agence TER (France); Erika Skabar (Italy); Latitude nord (France); Latz + Partner (Germany) and Rainer Schmidt Landschaftsarchitekten (Germany).

All eight design projects are on display at the Urban Center from 28 October to 30 November, as part of the exhibition Verde a Milano. Concorso internazionale per la progettazione del Parco pubblico di CityLife (Green space in Milan. The international competition for the design of the CityLife public park). The winners will be asked to present the definitive project by 31 December 2010.

The CityLife Park covers an area of about 170,000 square metres and is the third biggest park in central Milan (with an area comparable to 30 football fields). The Park, which is a full integrated part of the requalification of the area, will be completed in different stages. The first - in which the Hadid and Libeskind Residences are located and which overlooks Piazzale Giulio Cesare - will be completed by 2012. All work on the park will be completed by 2015.

The guidelines for the competition, which were jointly drawn up by the local authority and CityLife, foresee the creation of a prestigious public space for the city that is fully integrated with the urban context and responsive to the latest standards of environmental sustainability. The landscaping of this new green area is expected to create an ecologically sustainable park that, specifically: ensures the protection of biodiversity through the use of local trees and plants rather than invasive and exotic varieties; contributes to reducing atmospheric pollution and stimulates the absorption of CO2 and water saving; as well as making use, as far as possible, of plant and systems that use renewable energy. But it must also be a symbolic and representative park, located in an historic area of the city that is undergoing a huge transformation, starting with the CityLife area itself. And, finally, it must be a connecting park that brings together all of the functions within it (residential, professional, cultural and leisure) and the different levels elevation of the project, in a manner that is structurally consistent with Milan’s greater system of green spaces. In particular the park should connect certain functions of excellence that are foreseen for the CityLife area: from the Palazzo delle Scintille in Piazza VI Febbraio, to the Museum of Contemporary Art and the Centro Congressi of Fiera Milano in the north-west of the area.

08 julho 2010

Arborização Urbana



Actualmente todos nós temos conhecimento dos benefícios que nos trazem as árvores. Além de embelezarem o ambiente onde estão inseridas, também têm um papel fundamental reduzindo os níveis de diversos tipos de poluição principalmente no meio urbano. Estas absorvem gazes nocivos contidos na atmosfera, tais como o monóxido de carbono e o dióxido carbono, e libertam oxigénio. As suas copas funcionam como uma barreira contra o ruído ou condições climatéricas como o vento, sol ou chuva. Quando o meio urbano se encontra arborizado, torna-se automaticamente num espaço mais saudável, aprazível e atraente. 
No entanto as árvores são deixadas para segundo plano com a desculpa de que as raízes irão destruir as calçadas, calhas, muros, encanamentos, instalações eléctricas, etc. Muitas vezes estes problemas devem-se ao mau planeamento urbano e a escolha inadequada de algumas espécies, assim como locais impróprios. 

Para que esse planeamento seja bem feito é preciso responder a questões fundamentais como: 

  • O que plantar? (qual espécie, variedade, porte) 
  • Como plantar? (quais os procedimentos adequados) 
  • Qual o manuseamento envolvido? (qual a manutenção que a espécie exige, como podas, adubações, desinfecções, etc.) 
  • Onde? (em calçadas, parques, praças, residências, escolas, etc.) 
  • Quando? (em que fase da urbanização, em que idade da muda).

Tipuana tipu

A escolha das espécies vegetais, neste caso das árvores, também deve ter em conta os seguintes critérios: 

  • Dar preferência a espécies nativas: estas oferecem melhor equilíbrio ecológico e abrigo à fauna. Em geral são bem adaptadas ao clima e às condições da região e terão crescimento vigoroso.
  • Resistência a doenças, pragas e poluição: É dispendioso e inadequado o plantio de árvores que necessitem pulverizações periódicas com defensivos.
  • Comportamento de raízes e porte. Embora estejam relacionados, nem sempre as árvores de pequeno porte têm raízes adequadas. Raízes agressivas que levantam o pavimento depois de um tempo e árvores de grande porte devem ser evitadas em calçadas, sob instalações eléctricas e próximo de construções, mas podem ser usadas no entanto e muito bem em espaços públicos amplos, como parques e jardins.
  • Dar preferência a espécies de árvores rústicas, de rápido crescimento ou mudas já bem desenvolvidas, pois nas ruas estas estão sujeitas a vandalismos e predações.
  • Evitar árvores frutíferas, principalmente as exóticas e as de frutos grandes, que podem provocar acidentes na queda e sujar as vias urbanas.
  • Evitar árvores exóticas de potencial invasivo, com facilidade de propagação por sementes (como é o caso do género Acacia, que tem feito grandes estragos em Portugal).
  • Dar preferência a árvores de madeira resistente, evitando assim queda de galhos e troncos durante temporais ou na ocorrência de apodrecimentos.
  • Árvores perenes são preferíveis em cidades de clima quente, já árvores caducas no inverno são interessantes em cidades de clima frio, pois permitem a passagem da luz solar.
  • A copa das árvores escolhidas deve ser adequada ao local do plantio, em formato e tamanho evitando-se assim que esconda a sinalização, danifique automóveis, edifícios e pessoas, interfira nas instalações de cabos eléctricos e de telefone.
  • Evitar árvores de folhas e frutos tóxicos, principalmente em praças, parques infantis ou passeios onde circulem crianças.

07 julho 2010

BLU & OS GEMEOS em Lisboa


Quem habitualmente percorre ou já atravessou a Avenida Fontes Pereira de Melo, em Lisboa, já deve ter reparado num edifício bastante característico...




Blu e Os Gémeos, uniram "forças" e juntos participaram nesta intervenção, onde mais uma vez fazem uma sátira politica. A maior parte das vezes só a dimensão destes murais surpreende-nos, no entanto, olhando com alguma atenção podemos ver a mensagem ainda maior que estes artistas nos transmitem através das suas intervenções.




Um observador mais atento repara que na coroa usada por este 'Homem que suga o Mundo', estão representados os logótipos de grandes empresas de petróleo. 

17 junho 2010

"Land Art"

Spiral Jetty by Robert Smithson


A Land Art é, provavelmente, uma das mais importantes formas de arte englobalizadora na paisagem. 
Em "sensu lato" não se trata de uma mera obra de arte numa paisagem, mas um element que estabelece um forte diálogo com a paisagem em que se insere.
Em "sensu stricto", a Land Art é um movimento artístico nascido nos anos 60 na costa Oeste dos Estados Unidos, estendendo-se à Europa, como protesto por parte dos artistas contra a artificialidade e comercialização da arte.

09 junho 2010

Vertical Garden II

Olá a todos! Bem no primeiro post que fiz sobre Jardins Verticais falei-vos mais concretamente do modelo criado por Patrick Blanc, no entanto, jardim vertical não é só e apenas a criação daquela estrutura combinada com a utilização de plantas epífitas. Um jardim vertical pode ser algo bastante mais simples tal como 3  árvores empilhadas numa estrutura vertical ou até mesmo uma simples parede de uma casa abandonada coberta e invadida por heras ou até mesmo infestantes. por isso mesmo hoje decidi trazer-vos outros exemplos de Jardins Verticais. Espero que gostem =)

1. Puppy de Jeff Koons - Bilbao
Puppy, é um modelo tridimensional mais divertido de um tradicional parterre floral, apresentando uma cobertura sazonal de variadas herbáceas anuais e perenes. Mais sobre o artista Aqui.


2. Wild Tower de Edouard François e Patrick Blanc - Paris
 

Inicialmente uma estrutura em cimento que tinha como função a ventilação de um parque de estacionamento subterrâneo, foi transformada numa enorme chaminé verde. Aqui Edouard François e Blanc utilizaram varias espécies vegetais de trepadeiras, entre as quais, a mais predominante que julgo que quase todos vocês conhecem, a Ipomoea. Para mais informações sobre este projecto cliquem Aqui.



3. Dilston Grove de Heather Ackroyd e Dan Harvey - Londres
                  

E que tal relva? sim, relva a cobrir todas as paredes e tectos. Foi o que fizeram Heather Ackroyd e Dan Harvey, um pouco por todo o mundo, desde Londres, Riga e Houston. São apenas instalações temporárias e já o fazem desde 1990. Podem ver mais sobre este projecto Aqui e sobre os artistas e outros projectos deles Aqui.


4. Ex Ducati de Mario Cucinella - Rimini

 
A fachada do edifício Ex Ducati é coberta por plantas trepadeiras, sob autoria da empresa Mario Cucinella Architects. Entre as plantas escolhidas temos o Jasmim, wisteria e arbustos de roseiras. Segundo os aquitectos, a escolha dos materiais e criação da estrutura "expressa um desejo de criar um canto verde na cidade". Podem ver mais sobre o projecto Aqui.


5. Flower Tower de Edouard François - Paris
  

Grandes vasos com bambus estão incorporados na estrutura do edifício Flower Tower. Construído em 2004. Pessoalmente não o acho muito bonito no entanto gosto da ideia e do tipo de intervenção. Podem ver mais Aqui.


6. ACROS Building de Amilio Ambasz - Fukuoka
 

Os 100 mil metros quadrados no último andar do edifício ACROS são definitivamente únicos. O edifício de 18 andares tem 15 terraços que podem ser escalados até ao topo. Os terraços são destinados a promover um ambiente sereno e tranquilo no meio da cidade, com grande variedade de plantas verdes e até algumas cascatas e lagos de pequena dimensão para intensificar o efeito relaxante do extraordinário exterior do edifício. Mais detalhes sobre o projecto Aqui.


7. Z58  de Kengo Kuma - Shanghai


Localizado no Fanyu Road, uma rua calma, com vista para uma vila construída para a família Yatsen Sol em 1930 no lado oriental da cidade dinâmica de Xangai, o projectot ransforma e converte uma antiga fábrica de relógios em três níveis. Kuma mantém a estrutura original de cimento e cria três novas principais estruturas de divisão. O muro vegetal é uma sequência linear de caixas de aço com revestimento em espelho contendo pequenas plantas tais como a hera (hedera helix). Mais Aqui.

É claro que estes jardins verticais conseguem ser todos diferentes, no entanto todos iguais devido à única coisa em comum: a verticalidade. No entanto não é preciso um arquitecto, um arquitecto paisagista ou um botânico para projectar um jardim vertical. A própria Natureza encarrega-se disso, conseguido criar obras maravilhosas.

08 junho 2010

BLU

Aqui fica uma animação (e intervenção) do BLU, podem ver mais aqui