01 fevereiro 2013

DIY | Vasos em cimento

Pessoalmente gosto muito deste tipo de vasos, são óptimos para colocar suculentas e a beleza destas contrasta muito bem com o ar mais rústico e natural do cimento. O melhor é que podemos nós mesmos, sem grande dificuldade (e de forma económica), fazer estes vasos. Vamos ver como?

"Receita" para os vasos:
  • Cimento
  • Vermiculite (também se pode usar areia, mas torna o vaso mais pesado)
  • Água q.b.

Materiais necessários:
  • Luvas (usar durante todo o processo)
  • Recipientes de plástico (baldes, embalagens de gelado, floreiras, etc) para usar como "formas". Devem arranjar conjuntos de dois, um grande e um mais pequeno para colocar dentro do primeiro.
  • Óleo de cozinha e pincel (para untar as formas, poderão aproveitar óleo de fritura velho)
  • Lixa fina (acabamento final)

Instruções:
  1. Começar por misturar bem num recipiente grande (balde) o cimento e a vermiculite na razão 1 para 4, ou seja, 1 parte de cimento para 4 partes iguais de vermiculite. Não se esqueçam das luvas enquanto misturam os ingredientes.
  2. Lentamente ir adicionando a água, como se estivessem a fazer uma massa para bolo, cuidado para não colocar em demasia. Ir mexendo sempre muito bem com uma pá, por exemplo, ou outro utensílio. A mistura deve adquirir uma textura semelhante à da manteiga de amendoim, deve ficar moldável  Poderá parecer demasiado espesso ou seco, mas não é!
  3. Colocar a mistura dum dos recipientes de maior dimensão (previamente untado com o óleo)
  4. Bater levemente com a base do recipiente para garantir que a massa assenta bem e fica com a superfície lisa
  5. Empurrar o recipiente menor para dentro do maior (atenção, aqui o recipiente menos é untado no exterior). Retira a mistura de cimento em excesso que é deslocada e coloca-a de volta no balde onde está o resto da mistura.
  6. Certifica-te que a superfície está bem lisa e agora é deixar repousar para secar, pelo menos durante 24h a 48h
  7. Após secar basta remover as embalagens de plástico. Apesar de estarem untadas é possível que seja difícil retira-las sem as danificar (daí usar-mos sempre recipientes velhos que se possam estragar). Podem usar um alicate e x-acto para retirar as formas.
  8. Agora é só finalizar lixando ligeiramente as superfícies para as suavizar
  9. Se tiverem necessidade de fazer um furo de drenagem basta usar um berbequim (devem esperar pelo menos 2 dias para secar bem antes de o fazer)
  10. Está pronto! Agora é só plantar as suculentas!




Dica: Se quiserem personalizar ainda mais os vossos vasos em cimento podem pinta-los!
Para isso devem fazê-lo depois de suavizar a superfície com a lixa e antes de colocar as plantas claro.

deverão usar tintas em spray, pois para alem de ser mais fácil pintar os vasos com este tipo de tinta, também é mais resistente ao uso e ao gasto causado pela água e humidade. 

15 janeiro 2013

Calendário de Plantação: Horta

Aqui fica um calendário de plantação dos vários trabalhos que podem ser feitos ao longo do ano. Podem ver outro Plano Sazonal aqui. Este é para a Horta, assim saberão sempre quando deverão ser feitas as sementeiras, plantações ou colheitas. Claro está que este calendário é generalizado, pode e deve ser adaptado consoante a experiência de cada um, assim como a zona do país onde se localizam, em alguns casos específicos.







Janeiro
SEMEAR fava, alface, beterraba, couve repolho, rabanete COLHER couves, espinafres SEMEAR canteiros de cenoura, alho, cebola, alface, ervilha, alho-porro, salsa

Fevereiro
SEMEAR alho-francês, beterraba, cebola, cenoura, coentros, espargos, ervilha, espinafre, fava, feijão, melancia, nabiça, pimento, rabanete, repolho, salsa, segurelha, tomate PLANTAR batata, para colher em Junho

Março
PREPARAR estacas para feijão e ervilhas SEMEAR abóbora, alface, beterraba, couves, nabiça, ervilha, espinafre, feijão, melancia, melão, pepino COLHER cebola, cebolinho, rabanetes, azedas

Abril
SEMEAR abóbora, batata, beterraba, brócolos, cenoura, pimento, salsa LIMPAR rebentos nos excertos das árvores de fruto; na vinha, fazer tratamento contra pragas, como míldio, adubar as castas já envelhecidas

Maio
SEMEAR/PLANTAR abóbora, agrião, alface, beterraba, brócolos, cenoura, couves, pimento COLHER alcachofra, espargos, ervilha, fava, cebola verde PLANTAR tomate, tratar o que ja está plantado REGAR/TRATAR batatais

Junho
COLHER batata de Fevereiro CUIDAR batatais e mnorangal CONTINUAR A SEMEAR feijão para consumo em verde PLANTAR batata, pimento, tomate COLHER cebola, alho, alface, aipo de Janeiro APANHAR cereja e nêspera

Julho
SEMEAR agrião, alface, cenoura, feijão de trapar, feijão verde, nabo, rabanete, salsa COLHER alface, alho, beterraba, espinafre d everão, feijão, tomate REGAR ao amanhecer ou entardecer

Agosto
SEMEAR agrião, espinafre, feijão, nabo CAVAR/SACHAR hortaliças REGAR bem antes das sementeiras e transplantes RECOLHER fruta e secá-la DESPARRAR (tirar as parras) para que as uvas amadureçam

Setembro
PODAR iniciar processo e limpeza das árvores, nos pomares, pós ultima apanha ENXERTAR cerejeiras, macieiras SEMEAR cenoura, chicória, feijão, nabo, cebola, tomate PLANTAR (com a sprimeiras chuvas) morangueiros

Outubro
PLANTAR oliveiras, árvores de fruto PODAR árvores resistentes ao frio SEMEAR agrião, cenoura, rabanete COLHER feijões PLANTAR  morangueiros COLHER castanha, noz, avelã, abóbora, melão de inverno

Novembro
PLANTAR cerejeiras, pessegueiros, macieiras SEMEAR agrião, alface, cenoura PLANTAR batata, alho, couve, tremoço SEMEAR fava, ervilha  COLHER azeitona, beterraba VERIFICAR, na adega, vasilhas de vinho novo

Dezembro
RESGUARDAR plantas do gelo ou geadas FAZER COVAS E ESTRUMAR. SEMENTEIRA de trigo e centeio (se não houver geada), cebola, beterraba, nabiça, pimento, tomate, salsa PLANTAR macieiras, pereiras

09 janeiro 2013

Mata Ribeirinha ou Galeria Ripícola

Galeria Ripícola (Def.): Formação linear de espécies lenhosas arbóreas e arbustivas associadas às margens de um curso de água, constituindo um corredor de copas mais ou menos fechado sobre o curso de água.
Fotografia: Miguel Barbosa

Já todos reparámos que a abundância de água permite o desenvolvimento de grandes árvores nas margens dos cursos de água. Por vezes estas formam uma verdadeira cortina ao longo das mesmas e são referidas como Mata Ribeirinha ou Galeria Ripícola.

Maioritariamente constituídas por vegetação arbórea e arbustiva, estas, para além de serem plantas bastante evapotranspirantes, têm também um papel fundamental na estabilização das margens dos cursos de agua, uma vez que as seguram através de acção mecânica das raízes e assim evitam e/ou diminuem os efeitos causados pela erosão da agua nas margens dos rios.

Em Portugal é possível distinguir:

  • LECOQ, N., 2012. Vegetação no Espaço Urbano. ISA
  • CALDEIRA CABRAL, F.; RIBEIRO TELLES, G., 2005. A Árvore em Portugal. Assírio & Alvim, Lisboa

07 janeiro 2013

Arrábida | Da Serra Ao Mar



Arrábida - da Serra ao Mar, dos fotógrafos portugueses Luís Quinta e Ricardo Guerreiro, é um filme de história natural sobre a vida selvagem e outras riquezas naturais desta região de Portugal. Os intervenientes são os animais selvagens, as plantas e os fenómenos geológicos, que se reúnem nesta zona e criam um rico recanto onde a natureza prospera. É uma história sobre o que há de belo e, por vezes, único na Arrábida. O foco são as histórias de vida destes protagonistas na esperança que o público conheça, ame e, no limite, se interesse pela sua conservação.


05 janeiro 2013

Campanha para conservar o Priolo e a Floresta Laurissilva






SPEA lança campanha internacional de crowdfunding para conservar o Priolo e a Floresta Laurissilva de São Miguel

A SPEA – Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves lançou uma campanha internacional de financiamento colectivo (crowdfunding) para permitir a continuidade do seu projecto de conservação do Priolo (Pyrrhula murina), uma das mais ameaçadas aves do mundo, e da floresta Laurissilva da ilha de São Miguel onde ainda ocorre.

O Priolo é um passeriforme endémico da ilha de São Miguel, sendo a sua distribuição mundial limitada apenas a dois concelhos desta ilha Açoriana: Nordeste e Povoação. Em 1990 existiam somente cerca de 300 indivíduos desta espécie, encontrando-se à beira da extinção. Para evitar o seu desaparecimento, desde 2003 até hoje a SPEA liderou um programa de recuperação do Priolo financiado sobretudo pela Comissão Europeia (programa LIFE) e pelo Governo Regional dos Açores, o qual permitiu que a população do Priolo atinja hoje os 1000 indivíduos, reduzindo o seu risco de extinção, apesar da ameaça ainda persistir.


O Priolo depende da floresta Laurissilva nativa da região, a qual tem vindo a ser invadida por espécies de plantas exóticas que substituem as espécies autóctones e que não lhe proporcionam nem alimento nem abrigo adequados, conduzindo à sua quase extinção. O programa de recuperação liderado pela SPEA tem-se centrado na recuperação da floresta Laurissilva, retirando as plantas invasoras e plantando plantas de espécies autóctones, contribuindo para a recuperação de todo um ecossistema. Estas ações implicaram a criação e manutenção de um viveiro de árvores e arbustos nativas de São Miguel, que são empregues na reflorestação da área, e na criação do Centro Ambiental do Priolo, com funções científicas, didáticas e turísticas, atuando como foco de atração de milhares de visitantes e permitindo a criação e manutenção de mais de 20 postos de trabalho diretos, com importantes implicações positivas para a economia local. 

Devido aos bons resultados conseguidos, o projeto LIFE Priolo tornou-se uma referência internacional de conservação da Natureza, tendo sido eleito pela Comissão Europeia “um dos melhores entre os melhores do programa comunitário LIFE+”. 

O lançamento desta campanha da SPEA ocorre num momento em que não existe financiamento garantido para a continuação deste programa e para a manutenção destas ações e equipamentos. Se este financiamento não for conseguido, as medidas de recuperação e manutenção da floresta Laurissilva deixarão de poder ser implementadas, com o previsível declínio e eventual extinção do Priolo, para além das perdas económicas e laborais associadas.




Leituras Adicionais
Priolo é exemplo internacional na fuga à extinção
“LIFE Priolo” foi eleito um dos 5 melhores projectos de conservação financiados pela UE em 2009
Erradicação de espécies invasoras na zona da Laurissilva
Naturfunding: Lançada iniciativa internacional de crowdfunding ambiental com a participação do portal Naturlink

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